Publicado 06/02/2026 10:19

Zuckerberg (Meta) considerou deixar de investigar os danos sociais nas suas plataformas por lhes causar problemas e críticas.

Archivo - Arquivo - 25 de setembro de 2025, Bandung, Java Ocidental, Indonésia: Nesta ilustração fotográfica, o logotipo da Meta é exibido em um smartphone com a foto da conta do Facebook de MARK ZUCKERBERG ao fundo.
Europa Press/Contacto/Algi Febri Sugita - Arquivo

MADRID 6 fev. (Portaltic/EP) - O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, considerou deixar de realizar pesquisas internas sobre questões e problemas sociais em suas plataformas, como o Instagram, pois refletiu que elas causam mais problemas judiciais e críticas para a empresa do que para outras empresas do setor que não analisam internamente esses problemas.

A empresa proprietária do Instagram, Facebook, Threads e WhatsApp realiza pesquisas regularmente sobre questões sociais em suas plataformas, como a saúde mental dos adolescentes. Essas análises são feitas para entender como os usuários interagem nas redes sociais mencionadas e quais problemas surgem, com o objetivo de ajudar a oferecer experiências seguras e positivas aos jovens.

No entanto, os resultados desses relatórios causaram problemas para a Meta em várias ocasiões, como em sua comparecimento perante o Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos, juntamente com outras quatro redes sociais, para testemunhar sobre seu papel na gestão do abuso sexual infantil e dos problemas de saúde mental em menores.

Agora, no âmbito de um processo judicial no estado do Novo México (Estados Unidos), que acusa o Facebook e o Instagram de criar um “mercado para predadores em busca de crianças” e apresentar enganosamente seus produtos como seguros para adolescentes, foram revelados documentos internos da Meta que mostram que Mark Zuckerberg chegou a considerar se a empresa deveria mudar sua abordagem sobre a investigação dos possíveis danos sociais de suas plataformas.

Essa reflexão do CEO surgiu em setembro de 2021, um dia após a publicação de relatórios baseados em vazamentos que indicavam que o Instagram piorava a imagem corporal de 32% das adolescentes que usavam a rede social e já se sentiam mal com seu corpo.

Além de publicar um comunicado matizando as investigações sobre como o Instagram afeta as adolescentes e negando as acusações de ser uma rede social “tóxica”, Zuckerberg enviou um e-mail confidencial aos altos executivos da Meta, entre eles a então diretora de operações Sheryl Sandberg e o responsável por assuntos globais Nick Clegg, onde expressou sua preocupação com o fato de a empresa receber mais críticas públicas por investigar e documentar esse tipo de problema.

Isso foi compartilhado pelo The Verge, que teve acesso ao conteúdo do e-mail, no qual Zuckerberg também aponta que esse tipo de prática prejudica mais a Meta do que outras empresas concorrentes, como a Apple, que optam por não estudar seus serviços nem assumir responsabilidades semelhantes. Especificamente, Zuckerberg esclareceu nas comunicações internas que a Meta “recebeu mais críticas” porque, ao informar sobre os problemas sociais, “faz parecer que há mais desse comportamento” em suas plataformas. Da mesma forma, o CEO também fez referências a outras empresas do setor, como YouTube, Twitter e Snap, das quais detalhou que “adotam uma abordagem semelhante, embora em menor grau”. Por exemplo, ele afirmou que “o YouTube parece enterrar intencionalmente a cabeça na areia para passar despercebido e não ser o centro das atenções”. Da mesma forma, alegou que “talvez o Twitter e o Snap simplesmente não tenham recursos para fazer esse tipo de investigação”. No entanto, deve-se levar em conta que o YouTube conta com seu Comitê Consultivo de Jovens e Famílias e, por sua vez, o Snap dispõe do Índice de Bem-estar Digital.

“Acho que devemos ser elogiados pelo trabalho que fazemos para estudar, compreender e melhorar as questões sociais em nossas plataformas”, afirmou Zuckerberg, ao mesmo tempo em que alegou que “infelizmente, a mídia tende mais a usar qualquer pesquisa ou recomendação para dizer que não estamos fazendo tudo o que podemos, em vez de que levamos esses problemas mais a sério do que ninguém em nosso setor, estudando-os e buscando soluções, nem todas razoáveis de implementar, porque tudo tem seus compromissos”. APÓS DISCUTIR O ASSUNTO, AS PESQUISAS INTERNAS FORAM MANUTENIDAS Apesar dos vazamentos e do risco à reputação, vários executivos com acesso aos e-mails confidenciais defenderam a continuidade da investigação dos impactos sociais de suas plataformas.

“Acredito que o trabalho interno é importante para oferecer um bom produto e uma boa experiência ao usuário, independentemente dos objetivos dos problemas sociais”, compartilhou o então vice-presidente de produto, eleição e concorrência, David Ginsberg. No entanto, os executivos optaram por continuar realizando as investigações com um alcance mais limitado ou com equipes centralizadas para reduzir os riscos. Além disso, atualmente continua investigando questões relacionadas ao bem-estar dos adolescentes em suas redes sociais. AÇÃO JUDICIAL DA PROCURADORIA DO NOVO MÉXICO No caso da ação judicial que a Meta enfrenta atualmente no Novo México, a promotoria argumentou que, se os dados identificados na época fossem tornados públicos, a empresa teria corrigido as declarações enganosas.

Em resposta, a Meta rejeitou as acusações e defendeu o uso de suas investigações, alegando que já detalhou que utilizou essas descobertas para introduzir melhorias, como contas para adolescentes com proteções integradas ou maiores ferramentas de controle parental. “A Meta se orgulha de nosso compromisso contínuo com a realização de investigações transparentes e líderes no setor. Como temos feito há anos, continuamos a utilizar esses conhecimentos para alcançar melhorias significativas, como introduzir contas para adolescentes com proteções integradas e fornecer aos pais ferramentas para gerenciar as experiências de seus filhos”, detalhou o porta-voz da Meta, Andy Stone, em declarações ao meio citado.

Com tudo isso, o caso do Novo México começará com suas alegações iniciais durante a próxima semana, quando se espera que a promotoria compartilhe novas informações sobre esse tipo de conversas internas da empresa.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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