MADRI 28 maio (Portaltic/EP) -
WhatsApp, Instagram e Youtube mantêm seu domínio por mais um ano no ecossistema de mídia social na Espanha, liderando todas as fases do "funil de vendas digital", ou seja, o caminho ou processo que um usuário segue desde o momento em que toma conhecimento de uma marca ou plataforma até o momento em que faz uso preferencial dela.
A nova edição do Estudo Redes Sociais 2025 do IAB Espanha analisou em profundidade o comportamento dos usuários espanhóis nesses ambientes digitais, em um contexto no qual 86% dos usuários de Internet com idades entre 12 e 74 anos utilizam redes sociais na Espanha.
O estudo mostra que o setor atingiu uma "fase de maturidade" e aponta as principais tendências, como a consolidação das principais plataformas, bem como o crescimento de novas redes sociais e o aumento do papel dos influenciadores. O texto também aponta para a necessidade de maior transparência no uso de tecnologias como a inteligência artificial (IA).
Dessa forma, WhatsApp, Instagram e Youtube se consolidaram por mais um ano no ambiente de mídias sociais, pois lideraram em todas as fases do "funil de vendas digitais": conhecimento, uso ocasional, uso recorrente e preferência, conforme cita o estudo.
Entretanto, outras plataformas que costumavam ocupar as primeiras posições perderam destaque, como é o caso do Facebook e do X (antigo Twitter). A rede social da Meta caiu três pontos percentuais na preferência, enquanto o X caiu cinco pontos no uso mensal.
Apesar disso, o Facebook ainda é a rede social mais utilizada pelas empresas, seguido pelo Instagram, que supera o Youtube. Por sua vez, a Bluesky, uma rede social emergente, igualou o Facebook em frequência de uso diário entre seus usuários (64%).
Por outro lado, o relatório também destaca a diversificação que ocorreu no uso de acordo com a idade e o gênero. Nesse caso, as mulheres lideram redes como o Instagram e o TikTok, enquanto os homens usam mais o Telegram, o X e o Twitch.
Em um nível geracional, a Geração Z - nascida entre meados da década de 1990 e o início da década de 2010 - e a geração do milênio - nascida entre o início da década de 1980 e meados da década de 1990 - não apenas usam mais redes, usando 5,1 em média por mês, mas também passam mais tempo nelas por dia. Eles também são mais receptivos a experimentar novos formatos, como compras ao vivo e conteúdo gerado por IA.
ENTRETENIMENTO, INTERAÇÃO E INFORMAÇÃO, OS MAIS BUSCADOS
Em termos do que os usuários procuram quando acessam as redes sociais, 81% dos usuários estão em busca de entretenimento, 66% de interação e 55% de informações.
Spotify (1 hora e 26 minutos), seguido por TikTok, WhatsApp, YouTube, Twitch e Instagram, encabeçam a lista de plataformas onde os usuários passam mais tempo.
No entanto, entre aqueles que não as usam, 45% dizem que é simplesmente porque não estão interessados, enquanto 27% citam preocupações com a privacidade como o principal motivo para não usá-las.
O relatório também destaca o impacto comercial da mídia social, com 48% dos usuários consultando a mídia social antes de fazer uma compra e 44% dizendo que sua decisão final foi influenciada pelo conteúdo visto na mídia social, especialmente entre os usuários mais jovens (66% na Geração Z).
Em relação à publicidade, 40% dos usuários consideram a publicidade na rede "útil" e "relevante". Entretanto, a personalização ainda gera dúvidas, com apenas 23% aceitando conteúdo personalizado.
OS INFLUENCIADORES ESTÃO GANHANDO TERRENO EM TERMOS DE CREDIBILIDADE
Com relação aos influenciadores, o Social Media Study 2025 mostra que eles estão ganhando terreno em termos de credibilidade, pois 40% dos usuários consideram as celebridades que seguem nas redes sociais "confiáveis", sete pontos a mais do que em 2024.
No entanto, a percepção de que seu conteúdo é puramente publicitário também está crescendo (41%, cinco pontos percentuais a mais).
Assim, o Instagram está consolidando sua posição como a rede social preferida para seguir influenciadores, com 69%. Da mesma forma, os influenciadores virtuais também estão atraindo interesse, embora apenas 6% tenham interagido com eles. No entanto, 59% valorizam seu conteúdo e 55% confiam em suas mensagens.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
A inteligência artificial, por sua vez, entrou com força no ecossistema de mídia social, embora seu uso ainda seja limitado. Sessenta e quatro por cento dos usuários já viram conteúdo gerado por IA nas redes sociais, mas apenas 6% usaram ativamente ferramentas de IA.
Na verdade, a maioria dos usuários exige que esse tipo de conteúdo seja claramente rotulado, reforçando a demanda por transparência, de acordo com o relatório.
Do ponto de vista profissional, a mídia social continua sendo um canal prioritário, com 53% dos especialistas do setor de publicidade usando-a principalmente para a construção da marca e 44% como um canal de atendimento ao cliente.
Em termos de gastos com anúncios, o Instagram ultrapassou o Facebook como o principal destinatário de gastos com anúncios, com o YouTube subindo para o segundo lugar. O TikTok, por sua vez, subiu para o quarto lugar na classificação de investimentos.
A diretora de operações do IAB Espanha, Belén Acebas, disse que esse estudo "vai além" da medição do uso das redes sociais e mostra como elas remodelaram a maneira pela qual os usuários são informados, se divertem e tomam decisões de compra.
"Estamos em um ambiente maduro, mas em constante evolução, em que o verdadeiro desafio não é mais ter uma presença, mas alcançar relevância em uma conversa cada vez mais exigente e diversificada", concluiu Acebes.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático