Publicado 16/06/2026 15:29

Von der Leyen receberá, dentro de um mês, as conclusões do painel de especialistas que estuda a possibilidade de proibir o acesso de

Archivo - Arquivo - Uma criança usando um celular
CEDIDO POR GOBIERNO DE CANARIAS - Arquivo

BRUXELAS 16 jun. (EUROPA PRESS) -

O painel de especialistas designado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para avaliar possíveis medidas destinadas a restringir o acesso de menores às redes sociais apresentará, daqui a um mês, no próximo dia 13 de julho, seu relatório final com recomendações específicas para que Bruxelas decida se apresentará reformas legislativas antes do final do ano.

Foi o que indicaram os serviços comunitários ao término do terceiro e último encontro realizado por esse grupo de especialistas, que, ao longo de seus meses de trabalho, se reuniu com jovens, educadores, associações de pais, especialistas jurídicos, informáticos, profissionais da área médica e defensores dos direitos da criança.

“As redes sociais podem conectar e inspirar. Mas quando um em cada três jovens diz que elas os deixam estressados, tristes ou excluídos, não podemos ignorar o impacto sobre sua saúde mental e bem-estar. E quando um quarto dos nossos jovens se depara com conteúdos problemáticos online, desde o incitamento ao ódio até a pressão em relação à aparência física e à violência inesperada, é um sinal claro de que é hora de mudar”, alertou Von der Leyen, em um comunicado após o anúncio da data de publicação do relatório dos especialistas.

Já na segunda-feira, em uma intervenção em Évian (França), Von der Leyen afirmou que há cada vez mais argumentos “sólidos” para adiar o acesso de menores às redes sociais devido aos riscos que essas plataformas podem representar durante etapas “fundamentais” de seu desenvolvimento pessoal.

A União Europeia já dispõe de legislação específica para regulamentar o espaço digital, incluindo a Lei dos Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês), com base na qual Bruxelas instaurou processos contra grandes plataformas como o TikTok ou o Instagram por não tomarem medidas para mitigar riscos ou verificar a idade de acesso.

Mas a política conservadora alemã já havia anunciado em setembro passado que seu governo analisaria a situação dos riscos decorrentes da exposição de menores às redes sociais e citou o exemplo da Austrália, o primeiro país do mundo a impor uma proibição de acesso até os 16 anos.

No entanto, ela se mostrou cautelosa quanto ao alcance da medida ou à definição de um limite de idade, até que haja consulta aos governos, organizações, especialistas, famílias e à sociedade civil. A questão da idade mínima é de competência nacional, o que complica o avanço em direção a uma abordagem política comum, mas também apresenta dificuldades técnicas, como no caso de usuários que viajam de um Estado-membro para outro.

Países como a Espanha e a França já estão desenvolvendo reformas legislativas nesse sentido, e Bruxelas aplaudiu essas medidas, embora tenha deixado claro que “não podem impor obrigações adicionais (além das já impostas pela DSA) às plataformas de muito grande porte, uma vez que essa é uma prerrogativa da Comissão Europeia”.

Enquanto isso, e ciente de que, antes de qualquer decisão legislativa, é necessário dispor primeiro das ferramentas técnicas necessárias para aplicá-la, a Comissão Europeia desenvolveu, em conjunto com um grupo de países, entre os quais a Espanha, um aplicativo capaz de verificar a idade real do usuário que acessa redes sociais a partir de dispositivos móveis ou outros.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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