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BRUXELAS 27 jun. (EUROPA PRESS) -
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, advertiu o governo de Viktor Orbán nesta quinta-feira que a manifestação pacífica é um "direito fundamental" que deve ser protegido por todos os países da União Europeia, e pediu que o Orgulho seja realizado em Budapeste no sábado "sem medo de sanções".
"Gostaria de reiterar meu apelo às autoridades húngaras para que permitam a realização da Budapest Pride neste sábado. É importante que isso ocorra sem medo de sanções criminais ou administrativas contra os organizadores ou participantes", disse Von der Leyen em uma coletiva de imprensa no final da cúpula dos líderes da UE em Bruxelas.
A conservadora alemã enfatizou que o direito de reunião pacífica é "um direito fundamental" e "deve ser defendido em todos os estados-membros", uma declaração que vem horas depois que o próprio Orbán, que também estava na cúpula de Bruxelas, criticou o governo de Von der Leyen por tomar partido nessa controvérsia.
O chefe do executivo da UE já havia defendido no dia anterior, em uma mensagem postada nas redes sociais, que o governo húngaro permitisse a Parada do Orgulho em Budapeste, que foi proibida com base em uma legislação controversa que alega proteger as crianças, mas que visa diretamente a comunidade LGBTI.
Orbán reagiu pouco depois, também nas redes sociais, pedindo à Comissão Europeia que evitasse "interferir" nos assuntos nacionais dos Estados membros, "onde não tem nenhum papel a desempenhar".
No mês passado, cerca de 20 estados da UE assinaram uma carta pública se opondo à reforma de Orbán para limitar os direitos LGBTI e apontando para a possibilidade de a Comissão Europeia avançar com processos de infração. Além disso, os eurodeputados dos Socialistas e Democratas (S&D), Liberais (ALDE) e Verdes anunciaram que estarão em Budapeste no sábado.
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