Kiko Asunción - Europa Press - Arquivo
Ela afirma que a UE “pode, deve e manterá o rumo” em direção às suas metas climáticas
BRUXELAS, 16 set. (EUROPA PRESS) -
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta quarta-feira um plano europeu contra as ondas de calor para melhorar os sistemas de alerta precoce, reforçar a preparação do sistema de saúde e adaptar as cidades às altas temperaturas, após um verão que causou mais de 35.000 mortes adicionais durante esses episódios na Europa.
“Este verão não pode se repetir. Por isso, apresentaremos em breve um plano europeu contra as ondas de calor. Precisamos de melhores sistemas de alerta precoce e de uma melhor preparação na área da saúde. Precisamos de adaptação urbana e refrigeração. E temos que apoiar os mais vulneráveis”, afirmou durante seu discurso sobre o Estado da União (SOTEU, na sigla em inglês) perante o plenário do Parlamento Europeu em Estrasburgo (França).
A conservadora alemã enquadrou o plano — cuja data de apresentação não especificou nem revelou mais detalhes sobre as medidas concretas que incluirá — na necessidade de reforçar a adaptação da União às mudanças climáticas após um verão que ela qualificou como “o verão da verdade”, no qual também foram queimados 660 mil hectares e perdidas cerca de 12 milhões de toneladas de safras.
“Estes foram os meses de verão mais quentes já registrados, mas provavelmente serão os mais frios dos próximos anos. A ciência é clara. A Europa está se aquecendo duas vezes mais do que a média mundial. É claro que a transição é complexa e teremos que nos adaptar e aprender à medida que avançamos. Mas não há dúvida: a Europa pode, deve e manterá o rumo em direção às suas metas climáticas”, afirmou.
Diante desse cenário, a presidente da Comissão Europeia defendeu que a UE deve reforçar “drasticamente” sua preparação diante dos efeitos do aquecimento global e combinar as políticas destinadas a reduzir as emissões com aquelas voltadas para a adaptação às suas consequências.
NOVO QUADRO DE RESILIÊNCIA CLIMÁTICA
Nesse contexto, Von der Leyen lembrou que a Comissão apresentará no próximo mês um novo quadro de resiliência climática que identificará os 100 territórios mais vulneráveis da Europa e avaliará os riscos aos quais estão expostos para determinar em que nível devem ser gerenciados.
Bruxelas pretende, com esse instrumento, reforçar a adaptação desde o âmbito europeu até o local, com medidas que vão desde culturas resistentes à seca e sistemas de prevenção de inundações até soluções de refrigeração “energeticamente eficientes”.
A Comissão criará, além disso, uma Aliança de Seguros Climáticos para tentar reduzir a falta de cobertura contra catástrofes, já que, conforme explicou a presidente da Comissão Europeia, “atualmente, apenas cerca de 25% das perdas causadas por catástrofes na Europa são cobertas por seguros privados”, o que faz com que “com muita frequência, os orçamentos nacionais se tornem a seguradora de último recurso”.
ÁGUA E INCÊNDIOS
Von der Leyen anunciou também uma nova iniciativa europeia sobre a água diante do impacto da escassez hídrica na agricultura, na energia e nas cadeias de abastecimento, e chamou a atenção para as perdas nas redes europeias, nas quais quase um em cada quatro litros é desperdiçado devido a vazamentos.
No que diz respeito aos incêndios florestais, a presidente da Comissão encarregou um grupo de bombeiros e responsáveis europeus por emergências de examinar como reforçar a prevenção e a preparação diante de incêndios que estão se tornando cada vez “mais intensos, frequentes e extensos”, e de apresentar propostas que incluirão a possível criação de uma futura frota europeia de combate a incêndios.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático