@ADIESTRAMIENTO_N.HUMEDAS
MADRID 2 jun. (EUROPA PRESS) -
Com a chegada do calor, os passeios se tornam mais exigentes para os cães. Apesar das altas temperaturas, eles ainda precisam sair de casa para se exercitar, explorar e socializar. Mas o asfalto quente, o calor e a exposição ao sol podem exaurir muitos deles. Em uma tentativa de aliviar o calor, muitos donos optam por molhar as costas de seus cães com água, na esperança de que isso os refresque.
Embora possa parecer uma solução rápida e eficaz, o tiro pode sair pela culatra, especialmente em determinadas raças. De acordo com o criador de conteúdo de treinamento e reabilitação canina @adiestramiento_n.humedas, molhar muito os cães pode, na verdade, piorar a sensação térmica deles, em vez de esfriar. Em vez de resfriá-los, podemos estar ajudando-os a reter mais calor.
MOLHAR AS COSTAS DOS CÃES: UM ERRO COMUM NO VERÃO
A mensagem é clara: entender como funciona a termorregulação de cada tipo de cão é fundamental para não prejudicá-los com boas intenções.
No inverno, por exemplo, as raças de pelo curto, como galgos e chihuahuas, podem precisar de um casaco. Mas em cães com pelagem dupla - como huskies ou poodles - não apenas não é necessário, mas vesti-los pode prejudicar sua capacidade natural de regular a temperatura.
No verão, o erro mais comum é molhá-los nas costas para "esfriá-los". No entanto, essa prática pode ter o efeito oposto: "O que estamos fazendo é prender a água na camada interna da pelagem e, quando o sol incide sobre ela, a superaquece ainda mais", explica o treinador. Esse excesso de umidade combinado com o calor age como uma lente de aumento, elevando a temperatura corporal do animal em vez de reduzi-la.
QUAIS ÁREAS VOCÊ DEVE MOLHAR PARA REFRESCAR SEU CÃO?
A solução, segundo o especialista, é molhar áreas específicas do corpo onde o calor se dissipa melhor: a barriga e as patas. Essas áreas têm menos pelos e estão mais próximas dos vasos sanguíneos, portanto, ajudam a resfriar o cão sem o risco de superaquecimento.
Entender essas diferenças e agir de acordo pode fazer a diferença entre um passeio seguro ou uma insolação. "Às vezes, molhamos as costas do cão para refrescá-lo, mas a coisa certa a fazer seria molhar a barriga e as patas", conclui o treinador.
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