MADRID 28 mar. (EUROPA PRESS) -
A turbulência é um dos maiores temores dos passageiros que viajam de avião. O medo de que movimentos repentinos possam colocar em risco a segurança do voo deu origem a vários mitos. Um dos mitos mais difundidos é o dos "bolsões de ar", que muitos imaginam como um vácuo repentino que faz com que o avião caia vários metros fora de controle, gerando a sensação de um colapso abrupto.
Entretanto, de acordo com o piloto de avião Perico Durán, esses temores não têm base científica e não devem preocupar os viajantes. Em uma entrevista recente com Alex Fidalgo e em um vídeo compartilhado no TikTok, Durán explica o que realmente acontece quando um avião enfrenta turbulência e desmascara vários mitos relacionados.
UM MITO DESMASCARADO: POÇOS DE AR
Um dos mitos mais difundidos sobre turbulência é a ideia de "bolsões de ar". Muitas pessoas acreditam que esses "vazios" no ar podem fazer com que o avião caia inesperadamente, mas, de acordo com o piloto, esse conceito é completamente falso.
"Não existe essa coisa de bolsão de ar. É um mito muito difundido", diz Durán. Essa interpretação errônea foi alimentada por artigos e histórias que exageraram as situações de turbulência, criando uma falsa percepção de perigo. Entretanto, não há nenhuma evidência científica que sustente a existência desses vazios de ar, diz ele.
O QUE É TURBULÊNCIA?
A turbulência é um fenômeno natural da atmosfera que ocorre quando massas de ar com diferentes pressões ou temperaturas se encontram, causando movimento na aeronave. Embora a turbulência possa ser sentida como solavancos fortes ou abruptos, o piloto esclarece que ela não representa um risco para a estrutura da aeronave.
"O avião nunca vai se despedaçar por causa da turbulência", diz Durán. As aeronaves são projetadas para suportar as forças muito maiores que enfrentam durante esse tipo de fenômeno.
COMO A TURBULÊNCIA É CLASSIFICADA?
O piloto explica que a turbulência é classificada de acordo com a força que exerce sobre a aeronave, medida em Gs, uma unidade que indica a aceleração sofrida.
Uma turbulência leve gera até 0,5G, uma turbulência moderada até 1G e uma turbulência severa pode chegar a 1,5G. A turbulência mais intensa registrada até hoje foi de 2,5G, quando uma aeronave da NASA, caçadora de tempestades, voou em direção a um furacão para documentar o fenômeno.
No entanto, as aeronaves comerciais são projetadas para suportar até 3,8G sem danos estruturais e podem suportar picos de até 5,7 ou 5,8G, bem acima de qualquer turbulência extrema documentada.
QUAIS SÃO OS RISCOS PARA OS PASSAGEIROS EM CASO DE TURBULÊNCIA?
O perigo real durante a turbulência não está na estrutura da aeronave, mas nos possíveis danos aos passageiros que não usam cintos de segurança.
Embora a aeronave possa suportar movimentos bruscos sem comprometer sua integridade, objetos soltos, como aparelhos eletrônicos, podem se tornar projéteis perigosos se não forem tomadas as devidas precauções. Por esse motivo, Durán recomenda manter sempre o cinto de segurança afivelado e seguir as instruções da tripulação.
Em última análise, embora a turbulência seja desconfortável, ela não representa um risco significativo para a segurança da aeronave ou do voo. Mitos como bolsões de ar são infundados, e as aeronaves são projetadas para suportar muito mais do que os passageiros podem imaginar.
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