MADRID 15 jun. (Portaltic/EP) -
A vivo está apostando nos robôs como a próxima grande plataforma tecnológica para uso pessoal e doméstico que poderá suceder aos smartphones, trabalhando no desenvolvimento de dispositivos que integram tecnologia de imagem, inteligência artificial (IA) e hardware para poderem atuar em ambientes reais do lar e no dia a dia das pessoas.
Em um momento em que a indústria tecnológica está colocando o foco na inteligência artificial generativa como principal característica de inovação, a vivo está explorando além, com planos de levar essa inteligência ao mundo físico, por meio da robótica.
A empresa de tecnologia chinesa venceu a categoria “Reasoning to Action” do AGIBOT World Challenge, uma das competições internacionais mais exigentes do setor de robótica, que faz parte da Conferência Internacional de Robótica e Automação (ICRA), realizada no início de junho em Viena (Áustria).
Essa competição não consistia simplesmente em desenvolver um robô que executasse certas ordens, mas também exigia o uso de habilidades mais complexas, como a capacidade do robô de compreender a tarefa, planejar as etapas necessárias para executá-la e realizá-las de forma totalmente autônoma em ambientes reais.
Assim, a vivo superou em seus resultados as mais de 500 equipes provenientes de 27 países e regiões, que também competiam nesta categoria, conforme destacou em um comunicado.
Além disso, também conseguiu ficar entre as três melhores equipes na categoria Whole Body Control, uma prova para simular o papel dos robôs em cenários cotidianos, como fazer compras em um supermercado, identificando produtos, interpretando instruções e manipulando objetos com precisão.
DO 'SMARTPHONE' AOS ROBÔS PARA USO PESSOAL E DOMÉSTICO
Os bons resultados na competição de robótica são mais um exemplo dos avanços da vivo em direção à sua próxima estratégia, que se baseia em preparar o terreno para "uma nova geração de dispositivos inteligentes".
Especificamente, a empresa de tecnologia compartilhou sua intenção de apostar nos robôs como as próximas plataformas tecnológicas para uso pessoal e doméstico, “desempenhando um papel comparável ao que os smartphones têm hoje”.
Para isso, já está trabalhando para empregar sua experiência em tecnologia de imagem, inteligência artificial e desenvolvimento de hardware na criação de sistemas robóticos capazes de se desenvolver em “lares reais”.
Vale ressaltar que, como a Vivo esclareceu, esse objetivo é um desafio, pois os lares são “um dos ambientes mais complexos” para a automação. Isso se deve ao fato de que exigem equipamentos capazes de realizar uma “manipulação precisa” de objetos, bem como possuir raciocínio contextual para analisar e compreender seu ambiente, além de poder tomar decisões autônomas.
PASSAR DA SIMULAÇÃO PARA A REALIDADE
Apesar dessas dificuldades na robótica, a vivo deixou claro que sua tecnologia está a caminho de passar da simulação para a realidade, conforme refletido nos resultados da competição AGIBOT World Challenge, que premiava o desempenho em condições reais e não apenas em ambientes simulados.
Nesse sentido, seus robôs foram capazes de compreender instruções, dividir tarefas complexas em objetivos intermediários, reagir a imprevistos e executar ações físicas de forma confiável.
No entanto, a empresa destacou como seu resultado vitorioso mostra que as tecnologias capazes de interagir com o ambiente físico de forma autônoma, além dos smartphones, “estão cada vez mais próximas” de aplicações práticas em casa ou em outros espaços cotidianos.
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