MICHELE BLACKWELL EN UNSPLASH, CC0 - Arquivo
MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -
A chefe do Serviço de Imunologia Clínica do Hospital Clínico San Carlos e do Hospital Ruber Internacional de Madri, Dra. Silvia Sánchez-Ramón, lembra que, além de ser essencial para a saúde dos ossos, a vitamina D ajuda a equilibrar as respostas imunológicas e a minimizar os danos causados pelo estresse celular.
"Além de ser essencial para a boa saúde dos ossos, o hormônio D também parece desempenhar um papel importante no sistema imunológico, atuando no nível macro ao regular a imunidade e o eixo cérebro-intestino, e no nível micro ao gerenciar as respostas celulares ao estresse", diz ela.
Ela ressalta que a vitamina D tem importantes efeitos antimicrobianos diretos, incluindo a indução de proteínas como a catelicidina e a beta-defensina, que são eficazes contra uma ampla gama de patógenos, tanto bacterianos quanto virais. Essas proteínas antimicrobianas não apenas neutralizam diretamente os microrganismos, mas também promovem a quimiotaxia de células imunológicas, como neutrófilos e macrófagos, o que melhora a eliminação de células infectadas e estimula uma resposta inflamatória adequada.
No campo da imunidade inata, foi demonstrado que a vitamina D aumenta a capacidade bactericida das células imunes inatas, como os macrófagos, para combater os agentes patogênicos no corpo humano. Além disso, sua capacidade de aumentar a resposta antiviral se deve principalmente à sua influência na reprogramação epigenética e metabólica das células imunológicas, permitindo que elas respondam de forma mais eficaz às infecções; à modulação dos receptores de reconhecimento de padrões; e à liberação de peptídeos antimicrobianos, como a catelicidina, que tem propriedades antivirais diretas.
"É importante ter em mente que a função imunomoduladora da vitamina D pode melhorar a resposta imune adaptativa para evitar a ativação excessiva que leva à inflamação crônica e às doenças autoimunes", diz ela.
No contexto das doenças autoimunes, a vitamina D não só desempenha uma função protetora ao modular a resposta imunológica, mas também parece reduzir a frequência das crises em algumas doenças autoimunes, como lúpus eritematoso sistêmico e doença inflamatória intestinal, enquanto as evidências na esclerose múltipla são inconclusivas. Isso é obtido por meio de sua capacidade de favorecer um ambiente mais tolerogênico no corpo, reduzindo a inflamação e aumentando as respostas reguladoras em vez de pró-inflamatórias.
É comum encontrar deficiências de vitamina D em pacientes com distúrbios imunológicos, "possivelmente devido à menor exposição ao sol e a fatores genéticos que afetam seu metabolismo", diz o especialista, que acredita que "isso justifica a avaliação e a suplementação adequada, que deve ser cuidadosamente considerada para cada paciente, dependendo da determinação de seus níveis basais e de sua possível resposta à suplementação".
Portanto, a suplementação de vitamina D deve ser adaptada individualmente para otimizar os benefícios imunomoduladores sem exceder os limites que poderiam induzir efeitos adversos. Há recomendações específicas para a suplementação de vitamina D, principalmente em populações deficientes ou insuficientes, e, nesse sentido, a dosagem e o regime adequados dependem de vários fatores, inclusive dos níveis basais de 25-hidroxivitamina D e da presença de outras comorbidades.
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