David Zorrakino - Europa Press
A greve e a manifestação desta sexta-feira estão mantidas, e já se planejam ações para a próxima semana
BARCELONA, 4 jun. (EUROPA PRESS TELEVISÃO) -
Ustec·A Stes convocou a secretária de Educação e Formação Profissional da Generalitat, Esther Niubó, para que se reúna com eles ainda nesta sexta-feira, após o "não" ao pré-acordo educacional catalão alcançado na última sexta-feira, e insiste: "Agora a bola está no campo da Educació".
Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira na sede da Ustec·Stes, a porta-voz do sindicato, Iolanda Segura, afirma que não assinarão “nada que o coletivo não queira” que assinem e que irão aos centros educacionais e se aproximarão dos trabalhadores para recolher suas reivindicações.
“O coletivo não aceitou. Agora, antes que o ano letivo termine, temos que exercer a máxima pressão para que a Educação demonstre vontade de retomar a negociação”, e Segura considera que o cenário de mobilizações poderá se reabrir a partir do início do próximo ano letivo.
Sobre se garantem um início de ano letivo normal, Segura reiterou que o mais imediato é a “pressão” que pretendem exercer sobre o Departamento, bem como a manifestação conjunta desta sexta-feira, para tentar obter a disposição do Departamento de Educação em voltar a negociar.
CONSULTA AO COLETIVO
Segura reitera que o Governo deveria ter convencido o coletivo e que, após a consulta, ficou claro que não foi o caso; diante disso, a Ustec·Stes aceitou o desafio, diz ele, e agirá em conformidade: “A mensagem é que este não pode continuar sendo o marco de negociação, limitado ao acordo de março”.
Além disso, ele destacou que, após essa consulta, ficou claro que há consenso entre o coletivo docente de que a presença do CC.OO. Educació e da UGT nas negociações, durante as mesas setoriais, “dificultou o entendimento”.
Afirma que a primeira coisa que farão é abrir o processo de consulta ao coletivo para definir as prioridades e o plano de luta, diz ele, para a próxima etapa: “Queremos continuar construindo a partir das escolas, onde estão os trabalhadores, a verdadeira força deste movimento”.
Sobre a possibilidade de uma greve por tempo indeterminado, ele lembra que já haviam dito que, se o resultado fosse um “não”, deveriam intensificar a mobilização para “fazer o Departamento sentar-se novamente à mesa para melhorar a proposta”, mas insiste que não imporão uma fórmula ao coletivo e que as ações a serem realizadas para pressionar a Secretaria serão acordadas.
“TEMOS QUE SER RESPONSÁVEIS”
Por outro lado, Segura considerou que tomaram decisões que, em sua opinião, talvez não fossem as melhores, já que previam um desgaste da mobilização do coletivo: “Talvez tenhamos nos precipitado ao lançar o pré-acordo e talvez precisássemos de mais dias”.
“O coletivo nos deu uma resposta muito clara e temos que ser responsáveis”, e considera necessário que Niubó os convoque nesta sexta-feira para tomar decisões nesse sentido e resolver o conflito educacional na Catalunha.
“AMANHÃ TODOS À GREVE”
Ele insiste que o Departamento não pode basear a negociação em “salvar o que dá de um acordo que o coletivo rejeitou por maioria”, e espera que se concretize o espaço de negociação solicitado pelo coletivo.
“Amanhã todos à greve”, diz Segura em referência à manifestação conjunta em Barcelona e à greve desta sexta-feira, convocatórias que mantêm após o ‘não ao pré-acordo’, e acrescenta que na próxima semana haverá novas jornadas de greve e que a forma como elas serão realizadas será decidida coletivamente com os demais sindicatos e os filiados.
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