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Defende sistemas nacionais de saúde robustos para responder melhor a novas crises sanitárias
BRUXELAS, 13 maio (EUROPA PRESS TELEVISÃO) -
O comissário europeu para as Relações Internacionais, Josef Síkela, alertou nesta quarta-feira que o surto de hantavírus em um cruzeiro, que obrigou o desembarque dos pacientes nas Ilhas Canárias, é um sinal de que os surtos de doenças estão se tornando cada vez “mais frequentes e intensos”, pelo que é necessário avançar para uma maior cooperação sanitária entre os Estados-Membros e países terceiros para conter potenciais crises futuras.
“O surto de hantavírus da semana passada em um cruzeiro no Atlântico nos lembra da nossa vulnerabilidade no que diz respeito à saúde”, argumentou Síkela em uma coletiva de imprensa em Bruxelas para apresentar os detalhes de sua proposta de ‘roteiro’ para fortalecer a resiliência global diante de emergências sanitárias.
Com a experiência também recente da pandemia de coronavírus, disse ele, “a realidade é que a frequência e a intensidade dos surtos de doenças estão aumentando” e, por isso, Bruxelas defende uma estratégia em nove etapas, com medidas para “reduzir a fragmentação da arquitetura sanitária global” e ganhar em eficácia; embora, por enquanto, essa nova iniciativa, batizada de “Resiliência Sanitária Global”, não conte com dotação financeira.
Quando ocorrem situações transfronteiriças, entram em jogo “muitos atores” e há “muitos mandatos sobrepostos”, argumentou o comissário, que afirmou o compromisso da Comissão Europeia de reforçar seu papel de coordenadora entre os Estados-Membros para a resposta dentro da União, mas também o compromisso de investimento fora do bloco na área da saúde. A UE já mobilizou mais de 6 bilhões de euros para investimentos em saúde no âmbito do Instrumento de Vizinhança, Desenvolvimento e Cooperação Internacional – Europa Global, conforme lembram os serviços comunitários.
Outro dos pilares da nova estratégia aponta para a necessidade de contar com sistemas de saúde robustos em nível nacional, um campo em que Bruxelas alerta que os países capazes de financiar, gerenciar e prestar seus próprios serviços essenciais de saúde são aqueles que estarão mais bem preparados para responder às crises, proteger sua população e manter a continuidade da assistência durante emergências sanitárias.
Com vista a uma melhor prevenção, preparação e resposta em nível internacional, a Comissão também deseja que o bloco participe do fortalecimento das redes globais para uma melhor detecção e reação a ameaças epidêmicas; ao mesmo tempo em que contribui para garantir uma maior disponibilidade de medicamentos, vacinas e testes diagnósticos nas zonas mais vulneráveis.
Diversificar as cadeias de abastecimento globais e a fabricação de produtos de saúde essenciais, bem como fortalecer a resiliência da sociedade, promovendo a confiança na ciência e a luta contra a disseminação de boatos e informações errôneas em matéria de saúde, são outras medidas defendidas por Bruxelas na nova estratégia que pretende implementar entre 2026 e 2027, embora ainda não tenha apresentado um calendário preciso nem os detalhes das ações anunciadas.
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