MADRID 2 jun. (EUROPA PRESS) -
Um novo estudo reduz a probabilidade de Andrômeda colidir com nossa galáxia, a Via Láctea, nos próximos cinco bilhões de anos para 2%, ao contrário da certeza anterior.
Cientistas das universidades de Helsinque, Durham e Toulouse usaram dados dos telescópios espaciais Hubble e Gaia para simular a evolução da Via Láctea e de Andrômeda nos próximos 10 bilhões de anos.
Uma colisão seria devastadora para ambas as galáxias, que seriam destruídas, deixando para trás uma massa esferoidal de estrelas conhecida como galáxia elíptica.
Atualmente, as duas galáxias estão se aproximando uma da outra a uma velocidade de cerca de 100 quilômetros por segundo.
A equipe realizou 100.000 simulações das duas galáxias com base nos dados de observação mais recentes. Isso incluiu o efeito do satélite mais maciço da Via Láctea, a Grande Nuvem de Magalhães (GMM), e, o mais importante, pela primeira vez, a inclusão de incertezas nos observáveis. O estudo foi publicado na revista Nature Astronomy.
Em pouco mais da metade dos cenários simulados, a Via Láctea e Andrômeda passam por pelo menos um encontro próximo, antes de perder energia orbital suficiente para colidir e se fundir, mas dentro de oito a dez bilhões de anos, e não cinco.
O SOL SERÁ EXTINTO MAIS CEDO
Nessa escala de tempo, o Sol já estará extinto. Na maioria dos outros casos, as duas galáxias passam a uma distância tão grande entre si que continuam a evoluir praticamente sem perturbações por um longo tempo.
Embora essa nova pesquisa desafie o destino anteriormente aceito da nossa galáxia, os autores do estudo afirmam que é muito difícil fazer uma previsão precisa.
O autor principal, Dr. Till Sawala, da Universidade de Helsinque, enfatizou que as novas conclusões não implicam um erro nos cálculos anteriores, mas que a equipe conseguiu incluir mais variáveis em suas simulações graças aos dados modernos dos telescópios espaciais.
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