MADRID 22 jun. (Portaltic/EP) -
O Vaticano está envolvido em um projeto para preservar seu acervo documental por meio da digitalização, que também visa facilitar a consulta pelo público e a divulgação internacional, e que, em uma próxima fase, incluirá o uso da inteligência artificial.
O Dicastério para a Comunicação da Cidade do Vaticano, responsável por transmitir as mensagens do Papa e as posições oficiais em escala global, guarda um acervo que reúne séculos de documentos históricos, manuscritos, volumes encadernados e material fotográfico.
Com o objetivo de gerenciar, proteger e preservar esse patrimônio documental, a instituição iniciou, há anos, um processo de digitalização, com o qual também pretendia facilitar sua consulta e divulgação internacional.
Para isso, foi criada uma nova infraestrutura para atender a exigências críticas, como a digitalização sem contato, a reprodução em alta resolução e também a captação automática de grandes volumes de informação, de modo a garantir a integridade e a segurança dos dados.
Isso foi alcançado com a integração de soluções como o ScanSnap SV600 da PFU, a divisão de scanners da Ricoh, que permite digitalizar materiais encadernados sem manipulação agressiva, juntamente com a série fi, projetada para o processamento intensivo de documentos.
Na sequência dessa iniciativa, o Dicastério deu início a outro projeto de digitalização que abrange toda a sua biblioteca, incluindo milhares de fotografias que serão digitalizadas e, em parte, disponibilizadas ao público no futuro, conforme informado em um comunicado à imprensa.
O projeto prevê a adoção de soluções avançadas de gestão documental e tecnologias como a RAG (Retrieval-Augmented Generation), que permitirão melhorar a recuperação de informações e avançar para um arquivo ainda mais sofisticado, com digitalização de imagens a 600 dpi. Também está previsto, em uma segunda fase, o trabalho em um projeto de inteligência artificial.
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