Marta Fernández - Europa Press
MADRID, 13 jun. (EUROPA PRESS) -
Várias centenas de médicos compareceram à manifestação convocada pela Associação de Médicos e Graduados de Madri (Amyts) em frente ao Congresso dos Deputados nesta sexta-feira para mostrar sua rejeição ao Estatuto Marco para o pessoal estatutário e para exigir seu próprio texto para a profissão médica que regule as "peculiaridades da profissão".
Vestindo jalecos brancos e cantando "horas trabalhadas, horas pagas" e "eles chamam isso de vocação e não é", os profissionais de saúde participaram dessa manifestação, que faz parte da greve nacional convocada para esta sexta-feira pela Confederação Espanhola de Sindicatos Médicos (CESM) e pelo Sindicato Médico Andaluz (SMA).
"O que queremos é um estatuto para os médicos que regule nossas condições de trabalho, pois estamos em uma situação extrema", disse a vice-presidente da Amyts, Sheila Justo, que afirmou não estar satisfeita com um capítulo separado para os médicos no novo Estatuto Marco, pois "não é suficiente" para refletir suas "particularidades".
Quanto à jornada de trabalho, Justo criticou o fato de que atualmente eles trabalham 24 horas por dia, o que ela considera "perigoso" para médicos e pacientes. "Estamos falando de trabalhar entre 60 e 70 horas por semana", acrescentou.
Com relação aos turnos de 17 horas propostos pela Saúde no novo Estatuto Marco, Justo ressaltou que eles ainda são inseguros para os profissionais: "Os profissionais não podem trabalhar 17 horas, assim como um motorista de caminhão ou um piloto não podem dirigir por 17 horas", disse.
Sobre esse ponto, a vice-presidente da Amyts lamentou que haja um sentimento de "cansaço" na profissão e que a situação atual "não pode ser tolerada". Dessa forma, ela afirmou que os médicos precisam que suas qualificações sejam reconhecidas, pois são os "profissionais mais altamente treinados de todo o sistema". "Temos 12 anos para treinar. O MIR é de 4 ou 5 anos e o curso de graduação de 6 anos", acrescentou.
Por sua vez, a anestesista Carmen Truyols disse que os médicos não conseguem mais lidar com a situação, lembrando que eles têm "a maior taxa de suicídios consumados da Espanha". "Temos problemas de sono, temos problemas de dependência de substâncias para dormir, temos todos os tipos de problemas e não estamos sendo atendidos. Ainda nos pedem uma vocação, mas a vocação não paga as contas nem cuida de nossos filhos", criticou.
GREVE NACIONAL
A manifestação faz parte da greve nacional contra o Estatuto Marco convocada pela Confederação Espanhola de Sindicatos Médicos (CESM) e pelo Sindicato Médico da Andaluzia (SMA). Os sindicatos estão pedindo que os médicos tenham uma semana de trabalho de 35 horas, bem como que a jornada de trabalho normal e o tempo de plantão tenham duração e horário "claramente definidos". Eles também exigem que os intervalos compensatórios sejam contados para todos os fins como tempo de trabalho efetivo.
Eles também exigem que todo trabalho realizado à noite, independentemente do tipo de trabalho, tenha um coeficiente de redução de tempo, e que as horas extras, incluindo o tempo de plantão, não sejam pagas com menos de uma hora do tempo normal de trabalho. Eles também consideram necessário que os períodos de descanso sejam ampliados e garantidos.
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