Publicado 28/08/2025 07:53

A vacinação durante a gravidez ajuda a proteger a saúde da mãe e do recém-nascido

Archivo - Arquivo - Mulher grávida recebendo uma vacina.
GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / VADIMGUZHVA - Arquivo

MADRID 28 ago. (EUROPA PRESS) -

A vacinação durante a gravidez não apenas protege a mãe contra doenças potencialmente graves, mas também fortalece o sistema imunológico do bebê desde o primeiro dia, explica o diretor médico da Pfizer Espanha, José Chaves.

"A imunização materna permite que os anticorpos sejam transferidos para o bebê através da placenta, proporcionando proteção passiva desde o nascimento. Em resumo, é uma forma de criar um escudo imunológico em um estágio crítico, quando o recém-nascido ainda não é capaz de gerar defesas por conta própria", explica Chaves.

Durante os primeiros meses de vida, "o sistema imunológico é imaturo e menos preparado para enfrentar certas infecções, portanto, qualquer medida preventiva é especialmente valiosa", acrescenta o especialista.

Nesse sentido, a imunização materna oferece ao recém-nascido proteção precoce contra doenças potencialmente graves nos primeiros meses de vida, como a coqueluche, que pode causar a morte entre os primeiros 3 e 4 meses, de acordo com dados do Comitê Consultivo de Vacinas e Imunizações (CAV-AEP). Essa doença, assim como outras infecções evitáveis, tem sido responsável por mortes em bebês, o que levou organizações como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde da Espanha a recomendar medidas de proteção específicas para os mais jovens, como a vacinação durante a gravidez.

A OMS também lembra que, a cada ano, infecções como as causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR), a principal causa de bronquiolite, são responsáveis por quase 100.000 mortes e mais de 3,6 milhões de hospitalizações em recém-nascidos e crianças com menos de cinco anos de idade em todo o mundo. Da mesma forma, outras infecções respiratórias, como a gripe e a coqueluche, podem representar um alto risco para os recém-nascidos, cujos sistemas imunológicos ainda são imaturos e não podem se beneficiar da vacinação direta.

Com tudo isso, Chaves conclui que "a vacinação durante a gravidez tem sido um avanço significativo na saúde pública, reduzindo significativamente o número de hospitalizações e mortes em recém-nascidos. É fundamental continuar promovendo essas estratégias preventivas, colocando a ciência e a inovação a serviço da saúde das mães e de seus filhos, especialmente nos primeiros meses de vida".

VACINAS RECOMENDADAS DURANTE A GRAVIDEZ

Em relação às imunizações recomendadas durante a gravidez, as autoridades de saúde recomendam vacinas contra a gripe, COVID-19 e difteria, tétano e coqueluche.

Contra a gripe, recomendam uma dose a cada estação para gestantes em qualquer trimestre da gestação, bem como para aquelas no período pós-parto (até seis meses após o parto), desde que não tenham recebido a vacina durante a gravidez.

No caso da COVID-19, assim como no caso da gripe, eles recomendam uma dose por temporada para mulheres grávidas em qualquer trimestre e para mulheres no período pós-parto (até seis meses após o parto, caso não tenham sido vacinadas durante a gravidez).

Para difteria, tétano e coqueluche, que podem ser tratados com a mesma vacina, as autoridades de saúde sugerem uma dose em cada gravidez a partir de 27 semanas de gestação, de preferência com 27 ou 28 semanas, a fim de maximizar a transmissão de anticorpos para o bebê.

Além disso, em seu primeiro documento de posicionamento sobre produtos de imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR), a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a administração de uma vacina materna durante o terceiro trimestre de gravidez. Essa estratégia tem como objetivo transferir anticorpos para o feto e fornecer proteção desde o nascimento contra uma das principais causas de infecção respiratória em bebês.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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