Publicado 03/07/2026 08:18

O uso de protetor labial com filtro solar previne o reaparecimento do herpes labial

Archivo - Arquivo - Herpes no lábio.
ELITSA DEYKOVA/ISTOCK - Arquivo

MADRID 3 jul. (EUROPA PRESS) -

Carolina Meroño Ortega, aluna do Curso de Especialização em Comunicação Pública, Divulgação Científica e Assessoria Científica da Universidade Autônoma de Madri (UAM), destacou os benefícios do uso de protetor labial com filtro solar para prevenir o reaparecimento do herpes labial.

Conforme explica em um artigo de divulgação, esses protetores permitem hidratar a pele dos lábios, o que reforça sua função de barreira, e reduzem a radiação ultravioleta (UV) que atinge os lábios, diminuindo, por sua vez, efeitos negativos como a supressão da função imunológica, a inflamação e os danos celulares.

Meroño explica que o herpes labial é causado pelo vírus do herpes simples tipo 1 (VHS-1), que se propaga por contato direto, por meio do atrito pele a pele, da saliva ou ao compartilhar toalhas, por exemplo. Uma vez contraída a infecção, o vírus permanece no corpo por toda a vida, alternando entre fases ativas e inativas.

“Percebemos que ‘temos herpes’ ao sentir o formigamento, a ardência e a dor inicial, seguidos pelo aparecimento de bolhas e úlceras na pele do lábio. Depois, percebemos que elas se rompem e forma-se uma crosta, que acaba caindo e permite a cicatrização da lesão”, destaca.

Quando a infecção pelo HSV-1 termina, o vírus, que estava se replicando nas células epiteliais, penetra nas terminações nervosas do nervo trigêmeo. De lá, ele é transportado ao longo do axônio até o corpo do neurônio sensorial, localizado no gânglio sensorial do trigêmeo, onde permanece latente.

Durante a fase de latência ou inatividade, o vírus não consegue se multiplicar e fica “paralisado”. No entanto, em resposta a certos estímulos, o genoma viral pode ser reativado e criar novas partículas infecciosas que se deslocam do corpo do neurônio no gânglio sensorial, pelo axônio, até as células epiteliais, onde voltam a causar os sintomas característicos da infecção pelo VHS-1.

RELAÇÃO COM O SOL

Entre esses fatores desencadeantes que reativam o vírus, Meroño indica que o principal é a febre, mas também o estresse, as alterações hormonais nas mulheres, o uso de medicamentos imunossupressores, lesões na pele e a exposição à luz solar.

Conforme revelado por alguns estudos, as pessoas que se expõem mais à luz solar devido às suas atividades profissionais, como nadadores, pescadores, agricultores ou esquiadores, têm maior probabilidade de sofrer uma reativação da infecção pelo VHS-1.

Isso se deve ao fato de que a radiação UV atua em vários níveis, formando um coquetel que favorece a multiplicação do vírus. Por um lado, ela reduz a resposta imunológica, essencial para combater o vírus. Por outro lado, induz inflamação ao produzir moléculas pró-inflamatórias que predispõem ao desenvolvimento do herpes. Além disso, a radiação UV danifica as células, promovendo a ativação de mecanismos de reparo celular. Esses processos contribuem para romper a latência viral e promover a reativação do vírus.

Nesse contexto, a pele dos lábios é especialmente sensível ao sol, pois carece de componentes como as glândulas sudoríparas e possui pouca queratina e melanina, que protegem naturalmente contra a radiação UV. Além disso, possui um estrato córneo — a camada mais externa da epiderme — muito fino e com poucas ceramidas, o que faz com que a pele dos lábios perca mais água e tenha menor hidratação.

Devido à sua localização, os lábios também ficam muito expostos às condições ambientais, por isso tendem a ficar secos, ásperos, rachados e suscetíveis a danos.

Por tudo isso, Meroño reitera que manter os lábios hidratados e protegidos do sol neste verão pode ajudar a evitar os incômodos causados pela reativação do vírus do herpes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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