Publicado 12/08/2025 07:35

O uso prolongado de trajes de banho molhados e a desidratação levam a um aumento da cistite no verão, diz urologista

Archivo - Arquivo - Mulher usando uma ducha na praia.
WILLIAM87/ISTOCK - Arquivo

MADRID 12 ago. (EUROPA PRESS) -

O uso prolongado de trajes de banho molhados e a desidratação fazem com que a urina se concentre e as bactérias se proliferem mais facilmente, o que favorece o aparecimento de infecções urinárias como a cistite, diz Pablo Melendo, urologista da Policlínica Gipuzkoa.

O especialista também destaca que essa inflamação da bexiga ou cistite é "muito mais comum nas mulheres" devido à sua anatomia. "A uretra feminina é mais curta e mais próxima do ânus, o que facilita que as bactérias presentes no trato digestivo cheguem à bexiga e causem a infecção".

Ela também explica que, em mulheres jovens, a atividade sexual é um gatilho "comum" para a cistite. Por outro lado, na menopausa, a diminuição do estrogênio altera a flora vaginal e urinária, aumentando a vulnerabilidade a essas infecções.

Nesse sentido, estima-se que entre 40% e 60% das mulheres terão pelo menos um episódio durante a vida, com um pico de incidência entre os 18 e 39 anos. Essa é uma das infecções mais comuns em mulheres, sendo que as infecções do trato urinário são o segundo motivo mais comum de consulta médica, depois das infecções respiratórias.

Por outro lado, Melendo destaca que os principais sintomas da cistite são a necessidade urgente e frequente de urinar em pequenas quantidades, ardor ou dor ao fazê-lo, pressão ou dor na parte inferior do abdômen e, às vezes, a presença de urina turva, com mau cheiro ou com sangue.

COMO PREVENIR A CISTITE NO VERÃO

Para prevenir essa inflamação, o urologista sugere beber bastante água para ajudar a limpar o trato urinário, não segurar a vontade de urinar, manter a higiene adequada e evitar ficar com o calção de banho molhado por longos períodos.

No caso das mulheres que sofrem de cistite recorrente, ele acrescenta que "existem tratamentos atuais, como suplementos, antibióticos preventivos, vacinas orais ou cremes de estrogênio para mulheres na pós-menopausa, que ajudam a reduzir a frequência dos episódios".

Ela também explica que, embora os antibióticos ainda sejam o principal tratamento, existem alternativas preventivas, como D-manose, extratos de cranberry, probióticos e vacinas orais, que ajudam a fortalecer a flora urinária e a evitar a resistência bacteriana.

Nesse sentido, o especialista recomenda consultar um médico se as infecções forem recorrentes (três ou mais por ano), se os sintomas não melhorarem após vários dias de tratamento com antibióticos ou se aparecerem sinais de gravidade, como febre alta ou sangue na urina. "No caso dos homens, qualquer suspeita de infecção do trato urinário deve sempre ser avaliada por um especialista", enfatiza.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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