Publicado 03/02/2026 08:40

O uso do preservativo entre jovens de 15 a 18 anos caiu 18 pontos desde 2002 na Espanha, segundo o Ministério da Saúde.

Archivo - Arquivo - Preservativo.
HOSPITAL CLÍNICO SAN CECILIO DE GRANADA - Arquivo

MADRID 3 fev. (EUROPA PRESS) - O uso de preservativos em relações sexuais completas entre jovens de 15 a 18 anos caiu 18 pontos desde 2002 na Espanha, com um declínio de 10 pontos em 2022, de acordo com o Estudo HBSC-2022 publicado nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde.

O documento analisa os comportamentos sexuais de jovens escolarizados entre 15 e 18 anos. Essa análise, enquadrada no projeto internacional promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), permite conhecer a evolução dos principais indicadores desde 2002. Assim, os últimos dados de 2022 indicam que 65,5% dos jovens usaram preservativo em sua última relação sexual completa, enquanto 34,5% não o fizeram. Esses dados diminuíram em comparação com os de 2002, quando 83,8% dos adolescentes usaram preservativo, contra 16,2% que não o fizeram. Por sexo, em 2022, 70,6% dos meninos entre 15 e 18 anos usaram preservativo em sua última relação sexual completa, contra 60,8% das meninas. No caso delas, a queda é observada desde a edição de 2018, o que ampliou a diferença de gênero para 10 pontos percentuais. Em relação ao poder aquisitivo familiar, em todas as edições são os meninos e meninas com baixo poder aquisitivo familiar que afirmam usar menos preservativos. A diferença entre adolescentes com baixa e alta capacidade aquisitiva familiar aumentou em 2010 e se manteve desde então. Além disso, de acordo com o último relatório, 15,9% dos adolescentes afirmam que, em sua última relação sexual, usaram a pílula anticoncepcional e 14,9% usaram o coito interrompido. O uso da pílula anticoncepcional cresceu 6 pontos desde 2002 (9,8%), embora desde 2014 se mantenha em valores semelhantes (em torno de 14-16%).

Além disso, uma em cada três meninas (32,3%) já recorreu à pílula do dia seguinte, 7,2% em duas ocasiões e 3,0% em três ou mais. Esse uso é mais frequente entre adolescentes com maior poder aquisitivo (35,3%) do que entre aquelas de baixo nível (30,8%).

DIMINUIÇÃO NO USO DE MÉTODOS SEGUROS PARA PREVENIR GRAVIDEZES E INFECÇÕES O Ministério da Saúde destacou a “importante diminuição” no uso de métodos seguros para prevenir gravidezes e infecções sexualmente transmissíveis em 2022, 10 pontos em relação à última edição e 15 em relação a 2002. Assim, um em cada quatro adolescentes utiliza métodos inseguros para prevenir a gravidez e um em cada três para prevenir infecções sexualmente transmissíveis (além da gravidez). Como métodos seguros estão o uso de preservativo, pílula, combinação de preservativo e pílula e outros métodos contraceptivos, como DIU e hormonais. Já os métodos inseguros são não usar nenhum ou a retirada. Com esses resultados, o Ministério considera necessário fortalecer as políticas de educação sexual integral a partir de uma abordagem preventiva e comunitária, bem como atender aos determinantes sociais da saúde que condicionam o comportamento sexual dos adolescentes.

Por isso, aposta na promoção do uso consistente de métodos seguros, na redução das desigualdades sociais em saúde sexual e na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e gravidezes indesejadas, o que requer uma resposta multissetorial, envolvendo centros educacionais, serviços de saúde e famílias.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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