MADRID 12 jan. (EUROPA PRESS) -
O diretor da Unidade de Endoscopia Bariátrica do Hospital Universitário HM Sanchinarro, Gontrand López-Nava, explicou que as opções para emagrecer, como a endoscopia bariátrica, são cada vez mais comuns, principalmente entre usuários que já utilizaram medicamentos antiobesidade, como “Ozempic” e “Mounjaro”.
Segundo o especialista, o uso de injeções e medicamentos GLP-1 se popularizou por vários motivos: é rápido de adquirir, fácil de usar e tem bons resultados. No entanto, ele alerta que a injeção desse medicamento faz com que seu uso não se prolongue por muito tempo. Para López-Nava, a experiência no setor é que a maioria dos usuários não mantém o tratamento com medicamentos ao longo do tempo, seja por exaustão ou por efeitos colaterais já descritos como possível constipação, vômitos ou pancreatite.
“No final, é um pouco pesado ter que se injetar repetidamente para perder peso. Você pode aguentar meses, mas poucas pessoas vão aguentar um ano assim. Grande parte dos pacientes que nos procuram já utilizaram esse recurso, mas acabam se cansando e procuram uma solução mais adequada”, explicou.
Esses pacientes mencionados pelo Dr. López-Nava recorrem ao que é conhecido como endoscopia bariátrica. Trata-se de uma redução do estômago que é realizada, graças aos avanços tecnológicos, sem a necessidade de cirurgia que produza complicações ou cicatrizes. Uma intervenção minimamente invasiva. “É uma endoscopia tradicional. Entramos pela boca, realizamos a redução do estômago e saímos sem qualquer dor para o usuário. Não requer pós-operatório nem procedimentos semelhantes, o que facilita muito mais a vida do paciente. Eles vêm, realizamos a intervenção e eles vão embora", detalhou o especialista. Além disso, conforme destacou López-Nava, essa intervenção é acompanhada por um processo de acompanhamento de dois anos. “É o que é fundamental neste tratamento. Não é uma intervenção pontual e pronto, mas tentamos que o paciente entenda que é um processo que deve ser mais completo. É preciso mudar as rotinas nutricionais e, muito importante, ter um acompanhamento psicológico para motivar a mudança e contrariar a fome emocional”, destacou.
Para o especialista, esse apoio é fundamental para reduzir o conhecido efeito rebote, mas também para adaptar o usuário a um novo estilo de vida que lhe permita manter um peso saudável e real. Nesse ponto, ele destacou que a popularização do Ozempic e do Mounjaro quebrou uma barreira social: tomar medicamentos para emagrecer e fazê-lo de forma autônoma. Como detalha o especialista, cada vez mais pessoas dão um passo à frente e optam por uma intervenção como a endoscopia bariátrica. Com o início do novo ano de 2026 e a chegada de propósitos como perder peso, especialistas como o professor López-Nava já preparam suas equipes para cumprir os objetivos de numerosos usuários. “Os medicamentos são úteis como ferramenta para começar a emagrecer. Eles são uma ponte para ganhar confiança em outros tratamentos contra a obesidade. E, no final das contas, estão ajudando muitas pessoas com obesidade a se animarem a fazer uma endoscopia bariátrica para tratar um problema tão grave como esse”, conclui López-Nava.
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