Publicado 02/07/2026 06:52

O uso de biossimilares em hospitais e farmácias dobrou em cinco anos, com 4,9 e 2,7 milhões de embalagens, respectivamente

De acordo com um relatório do Ministério da Saúde com dados de 2025 comparados aos de 2020, quando esses consumos eram de 2,4 e 1,3 milhões

Archivo - Arquivo - Medicamentos, comprimidos.
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MADRID, 2 jul. (EUROPA PRESS) -

O Ministério da Saúde publicou o relatório “Adoção de medicamentos genéricos, híbridos e biossimilares no Sistema Nacional de Saúde (SNS)”, que mostra que o uso de biossimilares em hospitais e farmácias dobrou em cinco anos, já que, em 2025, esse número era de 4,9 e 2,7 milhões de embalagens, respectivamente, contra os 2,4 e 1,3 milhões de 2020.

Com base nesses dados, esse órgão governamental destacou que esses medicamentos são “elementos-chave para a sustentabilidade e a eficiência do sistema público”. Eles “não apenas representam uma alternativa igualmente eficaz ao medicamento original, mas também absorvem o crescimento da demanda, permitindo financiar novas inovações terapêuticas”, explicou.

No entanto, este documento analisa outras duas categorias de compostos, pois, além dos referidos biossimilares — que define como versões altamente semelhantes de medicamentos biológicos, cuja aprovação exige padrões rigorosos de biossimilaridade em termos de atividade biológica e segurança —, aborda os genéricos e os híbridos, sendo os primeiros aqueles que se mostram equivalentes ao original — por meio de estudos de bioequivalência — em qualidade, eficácia e segurança.

Por sua vez, os híbridos, que se baseiam em um medicamento de referência, apresentam diferenças na dosagem, na via de administração ou no dispositivo (como inaladores); além disso, exigem estudos adicionais e são essenciais nos casos em que o genérico convencional não é viável.

Aprofundando a análise dos biossimilares, este estudo mostra que seu uso sofreu uma expansão notável em todo o SNS. Assim, no âmbito hospitalar, o número de moléculas com biossimilar disponível cresceu de 14 para 22 em cinco anos e, atualmente, esses medicamentos representam 81,5% das embalagens em mercados competitivos.

“Particularmente notável” é o desempenho na Oncologia, onde “os biossimilares de moléculas como o bevacizumab ou o eculizumab ultrapassam 90% de participação de mercado em menos de três anos desde o lançamento do primeiro biossimilar”, afirmou o Ministério da Saúde, que, no que diz respeito às farmácias, lembrou que “o catálogo é mais reduzido”. Isso não impede que, “apesar da ausência de substituição automática nesse canal, o biossimilar continue ganhando terreno de forma gradual e sustentada”, corroborou.

GENÉRICOS E HÍBRIDOS

No que diz respeito aos genéricos e híbridos, este relatório indica que ambos continuam sendo a base quantitativa da economia nos gastos farmacêuticos. Nos hospitais, sua penetração em valor chega a 69,5%, impulsionada pela rápida adoção de medicamentos de alto impacto, como a lenalidomida e a abiraterona. O volume de embalagens no âmbito hospitalar aumentou de 19,8 milhões para 31,4 milhões entre 2020 e 2025.

Com relação a essas duas categorias de medicamentos, o relatório indica que, nas farmácias, foram dispensadas 602,2 milhões de embalagens de genéricos e híbridos em 2025, mantendo uma participação estável de 59,8%. Além disso, indica-se que 90% desse aumento nas farmácias provém de moléculas já consolidadas, o que demonstra a maturidade desses mercados.

No entanto, esse departamento ministerial assegurou que isso reflete “a consolidação dos medicamentos genéricos, híbridos e biossimilares como uma ferramenta fundamental do sistema de saúde para atender aos aumentos na demanda por medicamentos decorrentes das necessidades de saúde da população”.

“Esses medicamentos fornecem grandes volumes de embalagens ao SNS a um custo menor, o que permite dispor de uma maior quantidade de recursos públicos para incorporar medicamentos inovadores ao financiamento”, destacou, embora tenha afirmado que “existe uma margem significativa de melhoria nas farmácias para superar as inércias na prescrição e otimizar a eficiência do sistema”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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