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ONU adverte sobre repercussões "geracionais" e "catastróficas" para o país no início do terceiro ano escolar exclusivamente masculino MADRI 22 mar. (EUROPA PRESS) -
O Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF, pediu novamente ao movimento fundamentalista afegão Talibã, no sábado, que permita o acesso à educação secundária para 2,2 milhões de meninas no país, em uma declaração de protesto emitida por ocasião da abertura do ano letivo no país da Ásia Central.
O ensino superior foi proibido para meninas no país desde o retorno do Talibã ao poder em 2021. Estima-se que mais 400.000 meninas deixarão de ir à escola este ano, de acordo com estimativas do UNICEF, antes de alertar que, se essa tendência continuar, mais de quatro milhões de meninas serão privadas de seu direito à educação além do ensino fundamental até 2030.
As consequências para essas meninas - e para o Afeganistão - são catastróficas", alertou a Diretora Executiva do UNICEF, Catherine Russell, observando que, com menos meninas na educação, as jovens enfrentam "um risco maior de casamento infantil, com repercussões negativas para seu bem-estar e saúde".
Por exemplo, o UNICEF estima que a privação do acesso à educação em saúde levará a 1.600 mortes maternas e outras 3.500 mortes de crianças na ausência de médicos e parteiras.
Por mais de três anos, os direitos das meninas no Afeganistão foram violados", lamenta Russell, antes de advertir que "se a educação continuar a ser negada a essas jovens capazes e inteligentes, as repercussões perdurarão por gerações".
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