Andres Moreno / Xinhua News / Europa Press / Conta
MADRID 18 ago. (EUROPA PRESS) -
A UNICEF alertou nesta terça-feira que mais de 75.000 crianças e adolescentes na Colômbia tiveram seu acesso à educação interrompido devido ao terremoto que abalou o sul do país no último dia 10 de agosto e que deixou quase 300 mortos.
De acordo com o balanço da organização, mais de 3.200 estabelecimentos de ensino foram afetados e 263 escolas ficaram completamente destruídas pelo terremoto.
“Milhares de famílias e de crianças perderam tudo: suas casas, suas escolas. Elas perderam a possibilidade de se sentirem seguras e tranquilas. Precisamos continuar acompanhando essas comunidades, especialmente com apoio psicossocial, espaços seguros para as crianças e ações que permitam restabelecer a educação”, afirmou Olga Lucía Zuluaga, porta-voz do UNICEF.
Além disso, ela destacou que, em regiões como Buenaventura e Chocó, o terremoto “agravou as necessidades” de muitas famílias que “já viviam em situação de grande vulnerabilidade”.
Dessa forma, a UNICEF alerta que, para muitas crianças, a escola representa um espaço seguro e uma rede de apoio e proteção contra riscos como a violência, a exploração ou o recrutamento por grupos armados.
“Somente em Chocó, entre 2021 e 2025, as Nações Unidas verificaram 180 violações graves contra crianças e adolescentes no contexto do conflito armado”, indicou a organização, que ressaltou que trabalha com o Ministério da Educação da Colômbia para que os menores “possam retornar o mais rápido possível a espaços seguros de aprendizagem”.
O UNICEF informou que, em Chocó, foram distribuídos mais de 600 kits de higiene familiar e menstrual, os banheiros de um dos principais abrigos foram adaptados e um caminhão-pipa está fornecendo água potável, enquanto em Buenaventura foram entregues outros 200 kits de higiene familiar e dignidade.
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