UNICEF/ELVIRA PRIETO - Arquivo
MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -
Até 23,4 milhões de crianças a mais podem cair na pobreza antes do fim do ano, como consequência do impacto econômico global do conflito no Oriente Médio, alertou nesta quinta-feira a UNICEF, que elaborou uma análise na qual, em seu cenário mais otimista, aponta que pelo menos 18,3 milhões de crianças estarão em risco de pobreza monetária devido às perturbações decorrentes da guerra.
O aumento dos preços dos alimentos e da energia, bem como as interrupções no transporte marítimo, estão reduzindo o poder de compra das famílias, com consequências especialmente graves para a infância, alertou o relatório sobre as repercussões da guerra no Oriente Médio elaborado pela UNICEF com base em dados de mais de 167 países, que destaca como as consequências econômicas globais reduzem o poder aquisitivo das famílias e colocam mais crianças à beira da pobreza.
“As crianças estão pagando o preço da escalada do conflito no Oriente Médio, inclusive aquelas que vivem muito além da região”, afirmou Catherine Russell, diretora executiva da UNICEF, que alerta que as consequências do conflito se agravarão “quanto mais essa situação se prolongar”.
“O rápido aumento dos custos está dificultando cada vez mais o acesso de muitas famílias à alimentação e à educação. Para as crianças que já vivem na pobreza, essas crises agravam condições de vida que já são muito difíceis e podem ter consequências que se estenderão por toda a vida”, indicou ela.
O UNICEF aponta dois cenários possíveis em relação à pobreza: um adverso e outro mais grave. O cenário adverso, menos pessimista, reflete uma perturbação econômica moderada que poderia levar mais 18,3 milhões de crianças à pobreza, enquanto o cenário mais grave contempla a hipótese de alterações mais intensas e prolongadas nos preços e na atividade econômica, e prevê que 23,4 milhões de crianças a mais caiam na pobreza monetária caso a guerra continue.
Por regiões, a organização alerta que a maior parte do aumento da pobreza monetária mundial se concentra na Ásia e na África, regiões que representam cerca de 80% do aumento total devido ao agravamento do conflito no Irã, dada a vulnerabilidade ao aumento do preço do combustível ou do custo dos alimentos básicos.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático