Europa Press/Contacto/Michtof
MADRID 23 out. (EUROPA PRESS) -
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) condenou "veementemente" o roubo de oito peças de joalheria do Museu do Louvre e advertiu que isso põe em risco a conservação, o estudo e a transmissão de objetos históricos, além de alimentar o tráfico internacional de bens culturais, o que pode ter "graves consequências".
"A UNESCO pede aos profissionais e ao público envolvidos no comércio de bens culturais que exerçam extrema vigilância e se abstenham de adquirir ou participar da importação, exportação ou transferência de propriedade de tais bens, de acordo com a Convenção da UNESCO de 1970", disse em um comunicado.
A esse respeito, a organização lembrou que o tráfico ilícito de bens culturais "não conhece fronteiras" e impulsiona "a lavagem de dinheiro, a fraude fiscal e, às vezes, até mesmo o financiamento de atividades terroristas".
"Diante desse flagelo, a UNESCO vem trabalhando há décadas (...) para fortalecer as estruturas legais, treinar profissionais do patrimônio e funcionários aduaneiros e aumentar a conscientização pública", disse, acrescentando que o Museu Virtual de Bens Culturais Roubados foi inaugurado recentemente para "aumentar a conscientização" e "dar visibilidade" a esse problema.
A promotora de Paris, Laure Beccuau, disse na terça-feira que o valor estimado das joias roubadas do Louvre na capital francesa no fim de semana era de 88 milhões de euros, de acordo com as estimativas do próprio museu.
O roubo ocorreu no domingo, logo após a abertura das portas do museu, forçando a expulsão de todos os visitantes. As autoridades francesas ainda não divulgaram nenhuma pista sobre os possíveis autores do crime, que tiveram acesso ao prédio por meio de uma empilhadeira em plena luz do dia.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático