Publicado 01/09/2026 12:59

A UNAIDS promove uma parceria com a China para incentivar a fabricação local de produtos farmacêuticos na África Austral

Foto da parceria entre a ONUSIDA, a SADC, a GHII, o Governo da África do Sul, o Governo da China, empresas farmacêuticas chinesas e parceiros regionais e globais.
ONUSIDA

MADRID 1 set. (EUROPA PRESS) -

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (ONUSIDA), a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês) e o Instituto Mundial de Inovação em Saúde (GHII, na sigla em inglês) reuniram o governo da África do Sul, o governo da China, empresas farmacêuticas chinesas e parceiros regionais e globais para promover a fabricação local de produtos farmacêuticos na África Austral.

Como resultado dessa aliança, as cidades sul-africanas de Joanesburgo, Durban e Cidade do Cabo sediam, nesta semana, um encontro estratégico com a participação de governos, fabricantes farmacêuticos, instituições de pesquisa, parceiros financeiros e de desenvolvimento e especialistas em saúde para explorar como uma colaboração mais sólida pode acelerar a produção regional de medicamentos, diagnósticos e tecnologias de saúde.

A diretora regional da ONUSIDA para a África Oriental e Meridional, Anne Githuku-Shongwe, afirmou que fortalecer a fabricação de produtos farmacêuticos não se resume apenas a produzir medicamentos, mas implica que os países africanos tenham maior controle sobre os medicamentos de que sua população necessita, incluindo aqueles destinados ao HIV, e que desenvolvam as capacidades, o investimento, a tecnologia e os sistemas necessários para garantir a segurança sanitária a longo prazo.

A ONUSIDA destacou que esse intercâmbio ocorre em um momento em que a segurança sanitária, cadeias de suprimentos resilientes e o acesso sustentável a medicamentos essenciais são “prioridades” em toda a África. Fortalecer a capacidade de fabricação na região sul permitirá reduzir a vulnerabilidade a interrupções externas no abastecimento e impulsionar a inovação, o desenvolvimento de competências, o investimento e o crescimento econômico, conforme esclareceram.

“A segurança sanitária requer capacidade de produção. Nossa aliança com a China pode ajudar a conectar a capacidade de fabricação africana ao investimento, à tecnologia e às competências necessárias para fortalecer a produção farmacêutica regional”, afirmou Lamboly Kumboneki, membro do Secretariado da SADC.

DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIA, INVESTIMENTO E FABRICAÇÃO

Por meio desse intercâmbio, será definido como a colaboração entre a China e a África pode contribuir para impulsionar a transferência de tecnologia, o investimento, a experiência em fabricação e a inovação, a fim de fortalecer a produção farmacêutica africana.

O programa incluirá debates políticos de alto nível com representantes governamentais e órgãos reguladores, colaboração com parceiros de desenvolvimento e financiamento, além de visitas a instalações de fabricação e pesquisa farmacêutica em Joanesburgo, Durban e Cidade do Cabo.

Nos debates, serão exploradas a ampliação do investimento e da transferência de tecnologia; a melhoria da inteligência de mercado, da visibilidade da demanda e da preparação regulatória; o fortalecimento das compras conjuntas e da segurança dos produtos de saúde; e a identificação de oportunidades práticas para uma colaboração mais profunda entre a África e a China na fabricação de produtos farmacêuticos.

“A indústria da saúde chinesa cresceu e amadureceu significativamente nas últimas décadas, e as empresas buscam oportunidades além de suas fronteiras, em nível global. A África é o mercado do futuro”, afirmou o diretor de Desenvolvimento de Negócios e Inovação da GHII, Gary Yang.

Ao concluir o intercâmbio, os parceiros identificarão as oportunidades prioritárias e os próximos passos práticos para fortalecer a fabricação regional de produtos farmacêuticos e a segurança do abastecimento de produtos de saúde.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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