MADRID 16 abr. (EUROPA PRESS) -
A diretora executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Winnie Byanyima, afirmou que o acordo para enfrentar futuras pandemias alcançado na quarta-feira pelos Estados membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) "não é uma panaceia", mas é "um primeiro passo crucial".
"Durante a Covid-19, o UNAIDS observou com horror o mundo não aprender as lições da AIDS, uma pandemia que temos combatido há décadas. O consenso alcançado hoje é um primeiro passo crucial para garantir que o mundo não cometa os mesmos erros novamente e prova que, em tempos de instabilidade, a cooperação global pode ser benéfica para a humanidade", disse ele em um comunicado.
A esse respeito, ele destacou que o acordo coloca os direitos humanos no centro e prioriza a participação da comunidade e abordagens sociais e governamentais abrangentes para a preparação, prevenção e resposta a futuras pandemias.
Embora o documento adotado apoie o acesso equitativo a vacinas, testes e medicamentos que salvam vidas, ele lamentou o fato de não incluir as condições solicitadas pelos países em desenvolvimento com relação às obrigações de transferência de tecnologia.
Ela disse que o tratado "não é uma panaceia", pois seus resultados e eficácia dependerão do que cada estado membro fizer quando a Assembleia Mundial da Saúde der a aprovação final ao texto em maio. Conforme detalhado por Byanyima, os países precisarão de estruturas de implementação "claras", incluindo cronogramas para garantir que todas as pessoas possam se beneficiar do acesso econômico à inovação científica.
Se o acordo for adotado e implementado, tanto no espírito quanto na letra, ela insistiu que ele "pode estabelecer a base" para uma resposta "mais eficaz e equitativa" a futuras crises de saúde e garantir que, da próxima vez que surgir uma ameaça de pandemia, ela seja enfrentada por um sistema de saúde global "mais justo, mais seguro e mais resistente".
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático