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MADRID, 29 (EUROPA PRESS)
A Addiction Care Network (UNAD) reiterou seu apelo para a eliminação completa da publicidade relacionada a apostas e jogos de azar, considerando que a promoção desse tipo de mensagem é "incompatível" com a prevenção e a saúde pública, pois "favorece comportamentos viciantes com graves consequências socioeconômicas e de saúde, especialmente entre a população jovem".
Por ocasião do Dia Mundial Sem Jogo, que é comemorado nesta quarta-feira, o UNAD lembra que os vícios não relacionados a substâncias, como jogos de azar, apostas ou videogames, não deixam traços físicos visíveis, o que dificulta a detecção precoce. "Por serem tão normalizados socialmente, esses vícios são detectados quando já são mais crônicos e os danos psicológicos, sociais e econômicos são muito maiores", ressalta a rede.
De acordo com os dados mais recentes da pesquisa 'Perfil das pessoas atendidas na rede UNAD', 1.304 pessoas foram atendidas por vícios não relacionados a substâncias em 24 entidades da rede, das quais 24% são mulheres.
O perfil das mulheres atendidas corresponde, em sua maioria, a mulheres espanholas com mais de 49 anos de idade, empregadas e com filhos dependentes. Seu principal vício são as máquinas caça-níqueis, seguidas pelo bingo, enquanto no ambiente on-line os videogames são o principal motivo de sua atenção.
No caso dos homens, também predominam os de nacionalidade espanhola, com idade entre 34 e 41 anos, empregados e sem filhos. No caso deles, as máquinas caça-níqueis também são o principal vício no local, seguidas pelas apostas esportivas, que também estão no topo da lista de comportamentos viciantes no ambiente on-line.
PROGRESSO E MEDIDAS URGENTES
Neste ponto, o UNAD saúda os avanços regulatórios no campo dos jogos de azar, especialmente o Projeto de Resolução da Direção Geral de Regulamentação de Jogos de Azar (DGOJ) que estabelece as especificações técnicas da mensagem sobre os efeitos nocivos do jogo patológico, no âmbito do Decreto Real 958/2020 sobre comunicações comerciais de atividades de jogos de azar, que está atualmente em consulta pública.
No entanto, a rede considera que é necessário dar um passo além e proibir completamente qualquer forma de publicidade ou promoção de jogos de azar, tanto pessoalmente quanto on-line, "para evitar que as mensagens comerciais continuem a reforçar um comportamento potencialmente viciante".
PREVENÇÃO, CONSCIENTIZAÇÃO E LAZER SAUDÁVEL
O presidente da UNAD, Luciano Poyato, enfatizou que "a promoção de jogos de azar é incompatível com a prevenção" e lembrou que todos podem ser vulneráveis a comportamentos viciantes, especialmente se começarem em uma idade precoce.
Por isso, a UNAD defende a implementação de estratégias abrangentes de prevenção, conscientização e alternativas de lazer, especialmente voltadas para os jovens e grupos vulneráveis, que promovam estilos de vida saudáveis e reduzam a exposição ao jogo.
A rede também pede a aprovação urgente de novas regulamentações sobre limites de depósito em plataformas de jogos de azar, a fim de proteger as pessoas em risco e reduzir o impacto social e na saúde dos jogos de azar.
Por fim, com relação aos jogos de azar presenciais e à proliferação de lojas de apostas, a UNAD pede a harmonização da legislação regional, especialmente com relação à proteção de pessoas vulneráveis.
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