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MADRID 17 fev. (EUROPA PRESS) -
A Rede de Atenção ao Vício (UNAD) reiterou nesta segunda-feira a necessidade de eliminar "absolutamente" qualquer forma de mensagem publicitária relacionada ao jogo, como foi estabelecido com o tabaco e o álcool, para "melhorar a saúde pública e evitar a promoção de comportamentos que podem levar ao vício".
Essa é a declaração da Rede, que coincide com o Dia Internacional do Jogo Responsável, comemorado todo dia 17 de fevereiro, com o objetivo de aumentar a conscientização e promover práticas saudáveis em relação ao jogo responsável.
Nesse sentido, a UNAD confia que a solução para o problema existente com o Decreto Real 958/2020 sobre comunicações comerciais de atividades de jogos de azar "será uma questão prioritária" e insistiu nas "sérias complicações" causadas pelas apostas e outros jogos de azar, em nível socioeconômico e de saúde para as pessoas a quem servem, especialmente os jovens.
Com relação a isso, lembraram que, de acordo com o estudo "Perfil das pessoas atendidas na rede UNAD", no ano passado foram atendidas 1.189 pessoas com vícios não relacionados a substâncias, das quais 30% eram mulheres.
Assim, esse relatório revela que o perfil das mulheres é marcado principalmente por uma idade que varia de 26 a 33 anos, embora a porcentagem de menores de idade atendidos nesses casos seja de 20%. O bingo é seu principal vício presencial, seguido pelas máquinas caça-níqueis, enquanto os videogames on-line são seu principal vício.
Entre os homens, a faixa etária permanece entre 26 e 33 anos, embora 18% deles sejam menores de idade. Nesse caso, as máquinas caça-níqueis são o principal vício no local, seguidas pelas apostas esportivas. No setor on-line, as apostas esportivas também são a principal prática viciante.
ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
Em vista dessa realidade, o presidente da UNAD, Luciano Poyato, declarou que "a promoção do jogo é incompatível com a prevenção". Nesse sentido, ele alertou que todos são vulneráveis a "comportamentos potencialmente viciantes".
Assim, ele apontou a necessidade de promover estratégias de "prevenção, conscientização e até mesmo de lazer alternativo", voltadas especialmente para a população jovem, para evitar esse tipo de dinâmica de jogo, seja presencial ou on-line, já que elas acarretam inúmeros riscos para a pessoa e seu ambiente.
Além da eliminação total da publicidade, a Addiction Care Network solicitou ao Ministério dos Direitos Sociais, Consumo e Agenda 2030 a aprovação do novo Decreto Real que modificará os limites de depósito nas plataformas de jogos de azar, a fim de proteger as pessoas em risco de sofrer algum tipo de dependência do jogo.
Por fim, com relação aos jogos de azar presenciais e, especificamente, às lojas de apostas, eles solicitaram que, embora sejam de responsabilidade das Comunidades Autônomas, o Estado harmonize essa legislação, especialmente com relação à população em situação de vulnerabilidade especial.
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