Publicado 07/05/2026 08:51

A UNAD apela para que a perspectiva de gênero seja incorporada em todos os serviços de atendimento a dependências

Archivo - Arquivo - Comprimidos, medicamentos, analgésicos.
GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / LIDERINA - Arquivo

Organiza a sétima edição da sua Escola de Dependências e Gênero, de 11 a 14 de maio

MADRID, 7 maio (EUROPA PRESS) -

A Rede de Atendimento às Dependências (UNAD) defendeu a necessidade de incorporar a perspectiva de gênero em todos os serviços de atendimento às dependências para garantir intervenções mais eficazes, acessíveis e adaptadas à realidade das mulheres.

A UNAD afirmou que as mulheres com dependência enfrentam uma dupla estigmatização decorrente tanto do consumo quanto dos papéis e mandatos de gênero, o que dificulta seu acesso a recursos especializados e condiciona seus processos de recuperação.

Especificamente, estima-se que as mulheres com dependência demorem, em média, 10 anos a mais do que os homens para procurar ajuda e que cheguem aos recursos em condições piores.

Em consonância com a Pesquisa EDADES 2024 e com relatórios do Plano Nacional sobre Drogas, a UNAD destacou que o consumo de hipnóticos e ansiolíticos é significativamente mais elevado entre as mulheres do que entre os homens, uma diferença que se mantém ao longo da vida adulta e aumenta com a idade, atingindo sua prevalência máxima entre as mulheres de 55 a 64 anos, onde mais de uma em cada cinco consumiu essas substâncias no último mês.

No que diz respeito às gerações mais jovens, também se observa um crescimento preocupante, já que cerca de 20% das meninas entre 14 e 18 anos declaram ter consumido hipnóticos no último ano, contra menos de 10% dos meninos.

A rede explicou que o consumo dessas substâncias triplicou nas últimas duas décadas, um fenômeno que reflete a medicalização de mal-estares cotidianos ligados à ansiedade, à sobrecarga de cuidados, à precariedade no trabalho ou ao impacto da pandemia da Covid-19.

ESCOLA DE VÍCIOS E GÊNERO

Nesse contexto, a UNAD realizará, de 11 a 14 de maio, a sétima edição de sua Escola de Dependências e Gênero, uma proposta de formação voltada para profissionais e voluntários, com o objetivo de promover o acesso e a permanência de mulheres com problemas de dependência química em tratamentos especializados.

A formação, em formato virtual, ocorrerá das 16h às 18h. Por meio desse ciclo de “webinars”, a UNAD busca fortalecer a intervenção profissional a partir de uma perspectiva de gênero e promover uma assistência mais inclusiva e adaptada às necessidades específicas das mulheres com dependência química.

O programa está estruturado em quatro temas: o gênero como determinante da saúde; os perfis psicológicos e fatores de risco das mulheres com dependência química; o consumo de psicofármacos; e uma análise crítica sobre diagnósticos e tratamentos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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