Publicado 11/08/2025 05:34

Uma única árvore abriga um trilhão de bactérias em sua madeira.

Amostragem para pesquisa microbiana em árvores
JONATHAN GEWIRTZMAN

MADRID 11 ago. (EUROPA PRESS) -

Cientistas de Yale descobriram que existe uma comunidade microbiana próspera na madeira das árvores. Uma única árvore abriga cerca de um trilhão de bactérias em seu tecido lenhoso.

As árvores são o maior reservatório de biomassa da Terra e armazenam mais de 300 gigatoneladas de carbono. No entanto, o que vive em sua madeira permaneceu em grande parte inexplorado. O estudo, publicado na Nature e liderado pelo candidato a PhD Jonathan Gewirtzman e pelo recém-formado Wyatt Arnold, estabelece uma nova fronteira na compreensão da fisiologia das árvores e da ecologia florestal, o que pode ajudar a prever como as florestas responderão a mudanças futuras e se adaptarão às mudanças climáticas.

"A compreensão desses ecossistemas internos nos fornece insights sobre as funções biogeoquímicas mais amplas das árvores e como elas podem contribuir para o ciclo de carbono da floresta e para os processos de troca de nutrientes de maneiras que não havíamos considerado antes", disse Gewirtzman em um comunicado.

As pesquisas sobre árvores têm se concentrado principalmente em superfícies expostas, como raízes, folhas e cascas. Para esse estudo, os cientistas examinaram 150 árvores vivas de 16 espécies no nordeste dos EUA e descobriram que os micróbios estão distribuídos entre o cerne (madeira interna) e o alburno (madeira externa), cada um com seu próprio microbioma exclusivo e semelhança mínima com outros tecidos vegetais ou componentes do ecossistema.

A madeira interna é dominada por micróbios que não precisam de oxigênio, enquanto a madeira externa é dominada por micróbios que precisam. O estudo revelou que os micróbios produzem ativamente gases e reciclam nutrientes.

"Uma das coisas que achei mais interessantes foi como esses microbiomas variavam entre as espécies", disse Arnold, engenheiro químico e ambiental. "Por exemplo, o bordo de açúcar abrigava uma comunidade muito diferente da dos pinheiros, e essas diferenças eram consistentes e conservadas. Acho que isso corrobora a ideia de que essas comunidades microbianas não são apenas moldadas pelas condições exclusivas das diferentes espécies de árvores, mas podem até ter co-evoluído com as árvores ao longo do tempo.

Outras pesquisas que explorem os microbiomas da madeira em diferentes regiões e climas em todo o mundo podem levar a uma melhor compreensão dos fatores que impulsionam a diversidade e a função microbiana, disseram os autores.

BIODIVERSIDADE INEXPLORADA

"Há um enorme reservatório de biodiversidade inexplorada: inúmeras espécies microbianas que vivem dentro das árvores do mundo e que nunca foram documentadas. Precisamos catalogar e entender essas comunidades antes que as mudanças climáticas possam alterá-las. Alguns desses micróbios podem ser fundamentais para promover o crescimento das árvores, conferir resistência a doenças ou produzir compostos úteis que ainda não descobrimos", disse Gewirtzman.

A equipe passou mais de um ano congelando, triturando, moendo e martelando amostras de madeira para desenvolver um método que pudesse fornecer o DNA de alta qualidade necessário para descobrir os microbiomas nos troncos das árvores.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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