Publicado 17/04/2026 09:28

Uma terapeuta desenvolve a “TerapIA Ocupacional”, uma plataforma de inteligência artificial para a profissão

Archivo - Arquivo - Terapeuta supervisiona o trabalho de uma criança.
PROSTOCK-STUDIO/ISTOCK - Arquivo

MADRID 17 abr. (EUROPA PRESS) -

A terapeuta ocupacional e pesquisadora em IA e saúde digital, Andrea Caiña Dos Santos, desenvolveu o “TerapIA Ocupacional”, uma ferramenta de inteligência artificial com informações especializadas e atualizadas para esses profissionais de saúde, com o objetivo de auxiliar na elaboração de relatórios de pacientes e na documentação de cada caso.

Esta plataforma foi apresentada nesta sexta-feira no evento organizado pelo Conselho Geral das Associações de Terapeutas Ocupacionais (CGCTO) sobre as novas oportunidades que a IA gera, precisamente, na área da saúde.

Como explicou Caiña Dos Santos, os terapeutas, em muitas ocasiões, não têm tempo para se dedicar a essas tarefas; de fato, ela explicou que 40% do tempo deveria ser dedicado a essa documentação, mas muitos profissionais só têm tempo para atender os pacientes.

Nesse contexto, essa inteligência artificial poderá elaborar relatórios clínicos, escalas de avaliação ou bancos de dados de produtos de apoio com os tratamentos disponíveis e seus preços. Também contará com jogos terapêuticos de diferentes níveis de dificuldade, e seus resultados poderão ser adicionados ao relatório de cada paciente.

Dentro do 'TerapIA Ocupacional', também será possível acessar a legislação vigente, para consultar leis ou artigos relacionados à área da saúde, e também será possível pesquisar artigos científicos (apenas em bancos de dados de referência científica). Embora utilize um modelo genérico de inteligência artificial, as informações coletadas se basearão exclusivamente em artigos relacionados à terapia ocupacional.

Por sua vez, a presidente do Conselho Geral das Associações Profissionais de Terapia Ocupacional, Inmaculada Iñiguez Muñoz, afirmou que a formação em competências digitais será “muito benéfica” para a terapia ocupacional e incentivou todos os profissionais a se capacitarem em inteligência artificial.

Por isso, uma plataforma como a 'TerapIA Ocupacional' permite facilitar o trabalho desses profissionais por meio de informações verdadeiras e comprovadas, além de auxiliar no tratamento das terapias com acesso direto aos relatórios dos pacientes.

A IA “ESTÁ REDEFININDO QUASE TUDO”

O diretor adjunto da 'Red.es', Antonio Saravia González, entidade pública empresarial vinculada ao Ministério da Transformação Digital e da Função Pública, detalhou que a tecnologia, a digitalização e, especialmente, a introdução da inteligência artificial “estão redefinindo quase tudo”.

Conforme explicou Saravia, os fundos europeus “Next Generation” permitiram o lançamento, com um investimento de cerca de 200 milhões de euros, de seu programa para 80 mil profissionais de todos os setores, com o objetivo de “desenvolver competências digitais nas ordens profissionais”.

Este programa é “inovador em matéria de digitalização e inteligência artificial”, além de ser multissetorial. Também tem alcance nacional e está voltado para todos os professores de todas as províncias espanholas. Seu objetivo é capacitar os profissionais para os desafios e oportunidades por meio de “formação atual e específica”. De fato, mais de 75 mil profissionais de todos os setores já aderiram ao programa.

“Por muito tempo, pensou-se que as estratégias digitais eram habilidades técnicas, mas agora são habilidades essenciais para a empregabilidade e para a competitividade”, declarou. Por isso, a inteligência artificial é um dos eixos fundamentais do programa de formação de “forma ética, responsável e prática”.

A diretora da Cátedra em Competências Digitais Accenture-Universidade Politécnica de Madri, Mercedes Grijalvo Martín, afirmou que a transformação tecnológica exige que a universidade, as empresas e as ordens profissionais trabalhem de “forma coordenada” para conectar o conhecimento acadêmico às necessidades reais dos profissionais.

Além disso, ela ressaltou que a informação rigorosa só faz sentido quando acompanhada de fontes confiáveis e com critérios claros.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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