MADRID 27 ago. (Portaltic/EP) -
A Operation Bluebird, a “startup” por trás do projeto que busca reviver o legado do nome “Twitter” e seu logotipo, anunciou nesta segunda-feira o lançamento da nova rede social twitter.now, que já está disponível para cadastro de contas.
A startup norte-americana vem há meses “lutando” contra a X pelo uso da marca “Twitter” e, no final do ano passado, solicitou ao Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos o cancelamento da propriedade, por parte da X Corporation, das marcas registradas com as palavras “Twitter” e “tweet”.
Alegou que tais marcas foram abandonadas após a compra da rede social por Elon Musk, ao que a X Corp. respondeu ainda em dezembro com uma atualização nos Termos de Serviço da X, especificando “que proíbe o uso desse nome sem seu consentimento”, ao mesmo tempo em que apresentou uma reconvenção afirmando que continuava sendo a empresa proprietária.
Por fim, o cofundador da Operation Bluebird, Stephen Coates, lançou o serviço após a decisão preliminar de um juiz federal em abril de 2026, na qual se indicava que a X Corp. parecia ter renunciado à propriedade intelectual de “Twitter”, “tweet” e do icônico logotipo do pássaro da plataforma.
“Somos uma empresa pequena, temos investidores e temos um produto”, declarou Coates ao veículo especializado Ars Technica, referindo-se ao lançamento do twitter.now, que chega agora após vários meses de espera.
Embora ainda esteja em fase inicial, com centenas de usuários e a opção de criar uma conta, já é possível acessar o twitter.now, embora, por enquanto, esse acesso esteja vinculado às duas assinaturas para fundadores, com pagamento antecipado de 20 dólares (equivalente a 17 euros) e 40 dólares, respectivamente.
Ao acessar o site, pode-se ler explicitamente abaixo do logotipo que “não é afiliado ao X” e que oferece uma experiência básica do que o Twitter já foi em sua época, com seu painel lateral com o ‘feed’, a seção ‘explorar’ e as notificações; o editor de “tweets” na parte central; e um painel à direita com as tendências personalizadas para o usuário.
“Nosso objetivo é ver se conseguimos recuperar um espaço público que seja mais seguro e menos perigoso”, afirma Coates. “Estamos falando de liberdade de expressão, não de liberdade de alcance. Queremos que as pessoas digam o que quiserem, mas também queremos criar uma plataforma que não esteja financeiramente vinculada a esse conteúdo viral prejudicial ou impreciso”, acrescenta.
Nesse sentido, ele destaca como uma de suas funções mais importantes a ferramenta automatizada de verificação de dados baseada no Gemini do Google (VERA), que é executada em cada tuíte publicado na plataforma.
Por fim, o advogado especializado em marcas Josh Gerben, que acompanha de perto o caso, alertou a Ars Technica de que, embora a Operation Bluebird tenha uma “teoria jurídica viável”, ao lançar a rede social ela intensifica a disputa, pelo que é de se esperar uma resposta contundente da X Corporation.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático