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MADRID, 22 jun. (EUROPA PRESS) -
A especialista em reumatologia do Hospital Universitário de La Plana, em Castellón, a Dra. Montserrat Robustillo, destacou que a prevenção é fundamental para conter a osteoporose e recomendou a prática regular de exercícios físicos, especialmente de força, manter uma alimentação equilibrada, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool e corrigir as deficiências de vitamina D.
“Atualmente, existem ferramentas que permitem avaliar o risco de fratura com bastante precisão e intervir antes que surjam complicações, tomando decisões preventivas adaptadas a cada paciente”, indicou a especialista durante a ‘Jornada SER-SEIOMM Pós-WCO-IOF-ESCEO 2026’, realizada com o patrocínio da Gedeon Richter.
De acordo com a Sociedade Espanhola de Reumatologia (SER), a osteoporose se consolidou como uma das doenças crônicas mais frequentes associadas ao envelhecimento. Atualmente, estima-se que ela afete cerca de três milhões de pessoas na Espanha, um número que provavelmente aumentará nos próximos anos devido ao aumento progressivo da expectativa de vida, com um grande impacto.
“As fraturas por fragilidade representam um importante problema de saúde, pois acarretam perda de autonomia, necessidade de cuidados e um elevado consumo de recursos de saúde”, acrescentou Robustillo.
Nesse contexto, a especialista destacou que, por muito tempo, a osteoporose foi considerada uma doença silenciosa; no entanto, hoje sabe-se que não só é possível diagnosticá-la e tratá-la, mas também antecipar suas consequências. “O verdadeiro objetivo não é tratar fraturas, mas evitar que elas cheguem a ocorrer”, afirmou.
NOVAS ABORDAGENS E FERRAMENTAS PARA IDENTIFICAR PACIENTES EM RISCO
Entre as principais novidades na abordagem da osteoporose ao longo do último ano, a especialista destaca uma mudança de paradigma na avaliação do paciente. “Cada vez mais prestamos atenção ao risco global e não apenas à densidade mineral óssea. Sabemos que fatores como uma fratura prévia, determinadas doenças ou o risco de quedas podem fornecer tanta ou mais informação do que a densitometria por si só”, explica.
Quanto às fraturas, ela ressalta que “o risco de sofrer uma nova fratura é especialmente elevado nos dois anos seguintes a uma fratura osteoporótica”. Além disso, a inteligência artificial começa a desempenhar um papel relevante na identificação precoce de pacientes com alto risco de fratura, enquanto continuam a ser desenvolvidos tratamentos inovadores voltados para melhorar a qualidade óssea e reduzir o risco de fratura nos casos mais graves.
“O futuro passa por identificar melhor os pacientes com maior risco e oferecer a eles o tratamento mais adequado em cada momento”, afirma. Nesse sentido, ela também destaca o crescimento das Unidades de Coordenação de Fraturas (FLS, na sigla em inglês), estruturas de atendimento que têm demonstrado melhorar significativamente o tratamento de pacientes que já sofreram uma fratura.
MITOS FALSOS QUE PERSISTEM
Apesar dos avanços, Robustillo indica que a osteoporose continua associada a inúmeras crenças errôneas. Entre elas, a especialista destaca a ideia de que se trata de uma consequência inevitável do envelhecimento. “Felizmente, não é assim. Existem medidas eficazes para preveni-la e tratamentos capazes de reduzir significativamente o risco de fratura”, afirma.
Outro dos mitos mais difundidos é considerar que a doença afeta apenas as mulheres. “Vemos cada vez mais homens com fraturas relacionadas à fragilidade óssea”, ressalta. Além disso, ela lembra que a ausência de sintomas não significa ausência da doença: “A osteoporose costuma evoluir de forma silenciosa e, em muitos casos, a primeira manifestação é uma fratura”.
FORMAÇÃO CONTÍNUA PARA LEVAR A INOVAÇÃO À PRÁTICA
Robustillo também destacou o valor de iniciativas de formação como a ‘Jornada SER-SEIOMM Pós-WCO-IOF-ESCEO”, que permite apresentar aos reumatologistas espanhóis as principais novidades apresentadas no principal congresso internacional sobre osteoporose e doenças metabólicas ósseas, que este ano ocorreu em Viena (Áustria).
“Foi uma oportunidade para compartilhar conhecimento, debater como incorporar as evidências científicas mais recentes à prática clínica e, em última análise, melhorar o atendimento que oferecemos aos nossos pacientes”, conclui.
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