Publicado 13/01/2026 07:45

Uma psicóloga explica que o "burnout" vai além do estresse: "Pode ser muito mais problemático"

Archivo - Arquivo - Trabalhador estressado, síndrome de burnout.
GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / NATALI_MIS - Arquivo

MADRID 13 jan. (EUROPA PRESS) - A psicóloga do hospital Hospiten Roca, Silvia Morales, explicou que a principal diferença entre o “burnout” e o estresse é que este último não é um distúrbio em si, enquanto o “burnout” é, o que o torna um problema mais grave.

“É evidente que todo mundo já sofreu um pouco de estresse alguma vez, mas quando esse estresse começa a se transformar em burnout, acaba se tornando algo muito mais problemático”, esclareceu Morales.

Especificamente, o esgotamento é considerado um estado de exaustão física, emocional e mental causado por um estresse crônico e prolongado no tempo, concretamente no âmbito laboral. “Trata-se de sentir cansaço ou fadiga, falta de energia, baixo rendimento, despersonalização e, por conseguinte, sensação de fracasso e frustração. Isso afeta negativamente a saúde física e mental da pessoa, causando, em muitos casos, um efeito pernicioso para a saúde”, indicou a especialista. Outra diferença é que, quando se trata de estresse, a pessoa se envolve demais, mas quando se trata de burnout, há menos ou nenhum envolvimento. Com o estresse, as emoções são sofridas com maior intensidade do que quando ocorre o desgaste profissional. O estresse provoca hiperatividade, enquanto o esgotamento provoca um sentimento de abandono. “O esgotamento não pode ser ativado sem que se tenha experimentado primeiro um certo grau de estresse, mas, por outro lado, o estresse pode se manifestar perfeitamente sem necessariamente levar ao esgotamento”, esclarece a psicóloga.

Segundo Morales, para manter o bem-estar físico e emocional, é fundamental adotar hábitos saudáveis que incluam a prática regular de exercícios, uma alimentação equilibrada e momentos de conexão com o presente por meio da relaxação, meditação ou mindfulness. Também é importante dedicar tempo ao lazer, à natureza e aos hobbies, fortalecer os laços com familiares e amigos e evitar a sobrecarga de trabalho por meio de uma boa organização e limites claros entre trabalho e descanso.

Além disso, a especialista destaca que favorecer a desconexão digital contribui para um melhor descanso e equilíbrio, enquanto buscar um propósito vital proporciona motivação, satisfação e sentido às nossas ações, ajudando-nos a alcançar a autorrealização e a felicidade.

O desgaste profissional se manifesta de diferentes maneiras, entre as quais se destacam a ansiedade — às vezes na forma de ataques de pânico —, a hiperemotividade, a depressão, a irritabilidade, a perda de apetite ou a diminuição da libido. Nos quadros mais prolongados, podem aparecer apatia, desânimo, abulia ou sinais de despersonalização. Outros sintomas associados ao esgotamento podem ser sudorese excessiva, queda de cabelo, tensão mandibular, dores nos músculos e articulações, alterações no peso corporal, problemas digestivos ou dificuldade em conciliar o sono. ABORDAGEM PSICOLÓGICA

Morales destaca que os tratamentos psicológicos mais utilizados na abordagem da síndrome de burnout são a reestruturação cognitiva, que ajuda a identificar e mudar crenças desadaptativas que mantêm o mal-estar, juntamente com o treinamento em técnicas de gestão da ansiedade e na detecção de crenças limitantes para promover o autoconhecimento e uma visão mais realista de si mesmo.

Além disso, promove-se o estabelecimento de rotinas de vida saudáveis, a prática de técnicas de relaxamento para reduzir o estresse e a gestão adequada do tempo, permitindo aproveitar melhor os momentos de descanso e lazer, tudo isso orientado para fortalecer o equilíbrio emocional e o crescimento pessoal.

Para ajudar uma pessoa que está passando por uma situação de “burnout”, “o simples fato de oferecer confiança pode contribuir muito para ajudá-la a se sentir menos sozinha”, sugere Morales. “Da mesma forma, é recomendável perguntar o que podemos fazer para ajudar, demonstrando um nível de sinceridade e proximidade que ressoará na pessoa e será apreciado por ela. Validar seus sentimentos também é importante, assim como encaminhá-la a profissionais e recursos que também possam fornecer o apoio adequado”, acrescentou. Nesse contexto, a especialista garantiu que, para apoiar uma pessoa que sofre de esgotamento ou burnout, é fundamental mostrar sinceridade e proximidade, perguntando como você pode ajudar e validando seus sentimentos. “Ouvir ativamente e sem julgar permite que a pessoa se sinta acompanhada e segura”, observou. “Além disso, é importante encaminhá-la a recursos ou profissionais que possam oferecer apoio especializado. Da mesma forma, é importante não dar conselhos automaticamente, pois “isso faz com que a conversa se concentre em nós, e não é o que a pessoa precisa naquele momento”, conclui Morales.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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