Publicado 26/01/2026 10:15

Uma pesquisa mostra que a menopausa afeta negativamente 80% das mulheres e aumenta o risco cardiovascular.

Archivo - Arquivo - Mulher entrando na menopausa.
GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / YACOBCHUK - Arquivo

MADRID 26 jan. (EUROPA PRESS) -

A menopausa tem um impacto negativo na vida diária de 80% das mulheres, segundo demonstrou uma pesquisa da Fundação de Pesquisa HM Hospitales (FiHM) na Jornada de Saúde da Mulher, na qual a cardiologista Leticia Fernández-Friera associou o aumento do risco cardiovascular a essa fase. O diretor do Observatório da Menopausa da FiHM, Dr. Miguel Ángel Rodríguez Zambrano, apresentou os dados da pesquisa realizada com 3.955 mulheres entre 31 e 81 anos, na qual 80% das mulheres afirmam que os sintomas associados a essa fase afetam sua qualidade de vida, porcentagem que sobe para 80,6% em mulheres entre 45 e 60 anos.

Durante esse processo, as mulheres passam por mudanças fisiológicas que aumentam o risco cardiovascular. Na verdade, o colesterol pode aumentar até 15%, pois a pressão arterial aumenta (o que está associado a uma maior rigidez vascular) e a gordura corporal se distribui pela região abdominal. Também aumentam os processos inflamatórios, diminuem os mecanismos antioxidantes e cria-se um maior efeito protrombótico. Todos esses fatores, segundo a FiHM, tornam a menopausa “um período de especial vulnerabilidade, especialmente em mulheres com histórico familiar ou fatores de risco prévios”. “A menopausa não é uma doença, mas sim uma fase que requer acompanhamento, informações rigorosas e soluções comprovadas. Há muito ruído nas redes sociais e nossa responsabilidade é oferecer um canal confiável, baseado em evidências científicas, onde as mulheres possam encontrar respostas reais para suas necessidades”, continuou o Dr. Zambrano. Os resultados desta pesquisa evidenciam “a necessidade de maior atenção médica e de uma abordagem integral que leve em conta não apenas a dimensão clínica, mas também o bem-estar pessoal, social e profissional das mulheres”.

A Jornada de Saúde da Mulher, organizada pelo Observatório da Menopausa da FiHM, reuniu o diretor do Observatório da Menopausa e chefe do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Universitário HM Puerta del Sur, Dr. Miguel Ángel Rodríguez Zambrano, e a diretora do Centro Integral de Doenças Cardiovasculares, HM CIEC, Dra. Leticia Fernández-Friera, além de outros especialistas em ginecologia e obstetrícia.

O Observatório da Menopausa tem como objetivo “colocar a mulher no centro do processo de assistência e divulgação” e funciona como um espaço de escuta ativa entre pacientes e profissionais, orientado a “identificar preocupações reais e desenvolver linhas de trabalho assistenciais e de investigação que melhorem a qualidade de vida durante a menopausa”. Além disso, eles garantiram que é preciso abordar essa etapa com uma perspectiva global que inclua “prevenção, saúde cardiovascular, sexualidade, controle de peso e bem-estar emocional”, superando uma visão exclusivamente ginecológica.

Neste encontro, foram aprofundadas as diferentes opções para tratar a menopausa, desde tratamentos hormonais até cuidados com a saúde óssea e cardiovascular, atenção ao excesso de peso e o papel fundamental que desempenham as unidades especializadas nesta fase de transição. Da mesma forma, os especialistas abordaram a sintomatologia associada a esta fase: as mudanças nos ciclos, o seu impacto na sexualidade, o processo de envelhecimento ou a influência das redes sociais ou do ambiente social. MAIOR PROBABILIDADE DE RISCO CARDIOVASCULAR

“A menopausa é um momento decisivo para a saúde cardiovascular da mulher. As alterações hormonais aumentam o risco, mas também nos oferecem uma grande oportunidade para agir de forma preventiva, identificar precocemente os fatores de risco e acompanhar as pacientes na adoção de hábitos de vida saudáveis que fazem a diferença a longo prazo”, explicou a Dra. Fernández-Friera.

A especialista garantiu que 80% dos eventos cardiovasculares poderiam ser prevenidos, pelo que a menopausa é “uma oportunidade fundamental para reforçar a prevenção”. As diretrizes europeias de prevenção cardiovascular apontam os 50 anos como “uma idade especialmente relevante para realizar uma avaliação do sistema cardiovascular nas mulheres”. Por isso, Fernández-Friera reforçou a ideia de manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, cuidar do descanso e do controle do estresse e submeter-se a exames médicos periódicos que incluam uma avaliação cardiovascular completa. A Jornada de Saúde da Mulher foi estruturada em duas mesas de debate nas quais participaram mais de 150 mulheres. A primeira, “Menopausa, do que estamos falando?”, focou nas mudanças físicas e emocionais associadas a essa fase e na necessidade de normalizá-la e torná-la socialmente visível. A segunda, “Promoção da saúde na menopausa”, centrou-se na prevenção e no papel da medicina preventiva para reduzir o risco cardiovascular.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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