Publicado 09/03/2026 07:24

Uma pesquisa internacional mostra que a cirurgia do câncer de mama pode ser menos invasiva sem perder eficácia.

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CLÍNICA UNIVERSIDAD DE NAVARRA - Arquivo

Estudo em 17.300 pacientes liderado pelo Centro de Câncer da Clínica Universitária de Navarra MADRID 9 mar. (EUROPA PRESS) -

Um estudo internacional liderado pelo Centro de Câncer da Clínica Universitária de Navarra (CCUN) e realizado com 17.300 pacientes mostrou que a cirurgia do câncer de mama pode ser menos invasiva sem perder eficácia. Para isso, foi analisada a evolução na Europa da cirurgia axilar após neoadjuvância para o linfonodo sentinela durante o tratamento.

Para realizar esta investigação relacionada com o tumor maligno mais frequente nas mulheres, os especialistas utilizaram a base de dados da Sociedade Europeia de Especialistas em Câncer de Mama (EUSOMA, pela sua sigla em inglês), uma vez que este procedimento cirúrgico foi analisado em casos registados entre 2010 e 2021 em 68 unidades acreditadas em todo o continente.

Publicado na revista especializada 'Journal of Surgical Oncology', este trabalho expõe uma mudança de paradigma na cirurgia axilar do câncer de mama após o tratamento neoadjuvante, ao observar um aumento significativo no uso da biópsia do linfonodo sentinela (tanto em pacientes com comprometimento axilar no diagnóstico quanto sem ele), uma técnica menos invasiva que permite reduzir sequelas e melhorar a qualidade de vida das pacientes sem comprometer os resultados oncológicos.

Os dados estudados refletem uma tendência progressiva para procedimentos menos agressivos em comparação com outras técnicas, como a linfadenectomia axilar, que implica a extirpação completa dos gânglios linfáticos, com uma morbidade muito maior. Essa estratégia “não implica um pior prognóstico, nem em termos de recidiva nem de sobrevivência”, garantiu o cirurgião da Área de Câncer de Mama do CCUN, Dr. Antonio J. Esgueva. BENEFÍCIO NA QUALIDADE DE VIDA

Por outro lado, essa mudança nos processos traz “um benefício claro na qualidade de vida”, pois “evita os efeitos colaterais que a linfadenectomia pode ter em diferentes níveis, como o linfedema, que causa inchaço no braço e, atualmente, não pode ser corrigido cirurgicamente”, continuou.

Nesse sentido, verificou-se que a biópsia do linfonodo sentinela como primeiro procedimento cirúrgico em pacientes sem comprometimento linfonodal inicial passou de 86% em 2010 para 94% entre 2016 e 2021. No caso das mulheres com axila afetada no diagnóstico, sua utilização aumentou de 25% para 40% no mesmo período.

“Isso significa que os resultados dos últimos estudos sobre o câncer de mama estão sendo incorporados para o benefício de nossas pacientes, melhorando sua qualidade de vida e sem piorar os resultados locais ou de sobrevivência”, explicou este representante do CCUN, centro que renovou a certificação europeia de excelência concedida pela EUSOMA, um reconhecimento que valida periodicamente o cumprimento dos mais altos padrões de assistência.

Na opinião de Esgueva, pertencer a esta sociedade científica permite garantir às pacientes “a melhor qualidade de assistência”. A mesma “nos dá acesso a uma base de dados de milhares de pacientes para poder desenvolver novas linhas de investigação”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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