Publicado 21/08/2026 13:07

Uma pesquisa estima que o risco de desenvolver diabetes tipo 1 é reduzido em quase 50% quando se mantém um peso saudável

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NENSURIA/ISTOCK - Arquivo

MADRID 21 ago. (EUROPA PRESS) -

Uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Medicina de Baylor (Estados Unidos) realizou um estudo observacional que estimou em quase 50% a redução do risco de desenvolver diabetes tipo 1 quando se mantém um peso saudável, especialmente entre jovens.

“O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune na qual o sistema imunológico ataca as células produtoras de insulina do pâncreas, chamadas de ilhotas de Langerhans”, explicou, a respeito dessa doença, a autora principal deste trabalho e professora de Pediatria, Diabetes e Endocrinologia nesse centro acadêmico, a Dra. María Redondo.

Assim, como introdução aos dados obtidos nesta pesquisa, publicada na revista especializada ‘Diabetes Care’, ela lembrou que “sem insulina, as células do corpo não conseguem utilizar o açúcar que circula no sangue para obter energia, o que pode provocar cetoacidose diabética, uma complicação potencialmente fatal”. A longo prazo, “também pode aumentar o risco de complicações que afetam os olhos, os rins, os nervos, o coração e os vasos sanguíneos”, destacou ela.

Aprofundando as conclusões obtidas com este estudo, que contou com a participação de pessoas com sinais precoces de diabetes tipo 1, os pesquisadores explicaram que, para chegar a essas conclusões, examinaram cidadãos com sobrepeso ou obesidade. Especificamente, foram estudados 833 participantes do ensaio “TrialNet”, que se concentra na prevenção dessa patologia.

“Entre os participantes, havia crianças e adultos que apresentavam autoanticorpos contra as ilhotas pancreáticas e que estavam com sobrepeso ou obesidade ao ingressarem no estudo”, especificou Redondo, acrescentando que o acompanhamento foi realizado “durante cerca de quatro anos”. “Nesse período, aproximadamente 27% dos participantes passaram de sobrepeso ou obesidade para um índice de massa corporal (IMC) normal”, e esses “tiveram um risco 48% menor de desenvolver diabetes tipo 1 clínica”, destacou.

DESTAQUE ESPECIAL EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Além disso, essa associação foi mais evidente em crianças e adolescentes, sendo mais acentuada em menores de 12 anos e em meninas de 12 a 17 anos. “No entanto, em adultos, a normalização do IMC não se associou claramente a um menor risco de progressão para diabetes tipo 1”, apontaram os pesquisadores, que estão estudando “os fatores que poderiam explicar essa diferença”.

“Nosso estudo mostra uma associação, não uma relação causal”, esclareceu Redondo, que acrescentou que “os resultados justificam a realização de um estudo de intervenção prospectivo para determinar se promover intencionalmente uma trajetória saudável de IMC pode alterar a progressão do diabetes tipo 1”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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