MADRID 11 mar. (Portaltic/EP) - Um tribunal norte-americano determinou que a Perplexity deve voltar atrás e deixar de utilizar o Comet para realizar compras em nome dos usuários na plataforma da Amazon, em resposta à ação movida por esta última por não identificá-lo como um agente.
O Comet é o navegador da Perplexity e se destaca por ter capacidades de agente, de modo que pode agir de forma autônoma enquanto navega na web, como um assistente pessoal, para fazer reservas em restaurantes ou compras online.
Para poder fazer compras online em plataformas como a Amazon, o Comet usa as credenciais de acesso dos usuários sem se identificar como IA, de modo que, aos olhos da Amazon, é o próprio usuário que está comprando e não um agente de IA, o que tem sido um problema entre as duas empresas.
Concretamente, a Amazon enviou em novembro uma carta de rescisão à Perplexity solicitando a retirada de seu assistente de IA da plataforma de comércio, por não identificá-lo corretamente como um agente, conforme exigido em seus “Termos de uso”, onde detalha que os agentes devem se identificar como tal e não ocultar ou dissimular sua atividade.
A Perplexity, por sua vez, rejeitou a posição do gigante do comércio eletrônico e o acusou de tentar “eliminar os direitos dos usuários para poder vender mais anúncios”, ao mesmo tempo em que defendeu o direito de usar um agente de IA sem ter que identificá-lo.
Agora, um tribunal federal de São Francisco (Califórnia, Estados Unidos) posicionou-se a favor da Amazon e determinou que a Perplexity deve deixar de utilizar os seus agentes de IA através do Comet na plataforma para realizar compras em nome dos utilizadores.
Conforme apurado pela Bloomberg após ter acesso à ordem, a juíza distrital responsável pelo caso, Maxine Chesney, detalhou que a Amazon forneceu “provas contundentes” de que a Perplexity, por meio do Comet, acessa com a permissão do usuário da Amazon, mas sem a autorização da empresa.
Assim, a ordem judicial, que foi emitida de forma preliminar enquanto ambas as partes discutem a legalidade dessas ações por parte da Perplexity, impedirá o acesso não autorizado da Perplexity à loja da Amazon como “um passo importante para manter uma experiência de compra confiável para os clientes da Amazon”, conforme avaliou a porta-voz da empresa, Lara Hendrickson, em um comunicado enviado ao referido meio de comunicação.
Com tudo isso, a Perplexity tem uma semana para recorrer da decisão do tribunal. Caso contrário, deverá acatar a sentença e deixar de acessar a plataforma da Amazon, especificamente as áreas protegidas por senha dos sistemas da Amazon, como as contas dos usuários. Além disso, também deverá destruir as cópias dos dados relacionados à empresa.
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