Publicado 02/06/2026 13:38

Uma oncologista destaca que a medicina de precisão permite identificar riscos hereditários no câncer de próstata

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ASTELLAS

MADRID 2 jun. (EUROPA PRESS) -

A Dra. Sara Martínez, do Serviço de Urologia do Complexo Hospitalar Universitário de A Coruña, destacou que o tratamento do câncer de próstata está passando por uma “profunda transformação” em direção a uma oncologia cada vez “mais personalizada”, ao mesmo tempo em que assinalou que a integração da medicina de precisão na uro-oncologia permite avançar para um modelo mais preventivo, capaz de identificar riscos hereditários dentro de uma mesma família.

“Nesse contexto, o ‘testing’ genético deixou de ser uma ferramenta complementar para se tornar um elemento central na avaliação e no tratamento dos pacientes”, destacou Martínez durante sua participação na quarta edição do Fórum CapVida Futuro e Liderança no Câncer de Próstata.

A Astellas, em colaboração com a Deusto Business School Health Executive Education, realizou a quarta edição deste Fórum, um programa de formação voltado para impulsionar a melhoria da qualidade do atendimento e facilitar a incorporação da inovação à prática clínica no Sistema Nacional de Saúde.

Durante o encontro, foram abordados alguns dos principais desafios atuais do câncer de próstata, como o acesso à inovação terapêutica, a integração da medicina de precisão, as decisões clínicas no contexto da recidiva bioquímica ou a “lista de verificação” integral para a seleção terapêutica em pacientes com câncer de próstata hormono-sensível metastático (CPHSm).

No âmbito clínico, os especialistas aprofundaram a abordagem da recidiva bioquímica, um dos cenários mais complexos no manejo do câncer de próstata. A incorporação de técnicas de imagem mais sensíveis, como a PET-PSMA, juntamente com novas estratégias terapêuticas direcionadas, está permitindo detectar recidivas de forma mais precoce e avançar para tratamentos cada vez mais personalizados.

“Hoje contamos com ferramentas que nos permitem identificar melhor os diferentes perfis de risco e adaptar as decisões terapêuticas de forma mais precisa”, indicou María José Ledo, do Serviço de Urologia do Hospital Universitário Puerta del Mar de Cádiz.

“Além disso, a tomada de decisão compartilhada com o paciente é cada vez mais relevante, especialmente em cenários em que diferentes opções terapêuticas podem ter um impacto diferente na qualidade de vida”, acrescentou.

Os palestrantes enfatizaram a necessidade de avançar para um atendimento mais integral e personalizado, que leve em conta não apenas as características do tumor, mas também fatores como comorbidades, fragilidade, qualidade de vida ou preferências do paciente.

“Hoje, a decisão terapêutica não consiste apenas em tratar mais, mas em tratar melhor, selecionando a estratégia que traga o maior benefício clínico com o menor impacto possível na qualidade de vida”, explicou Antoni Vilaseca Cabo, do Serviço de Urologia do Hospital Clínic de Barcelona.

Nesse sentido, o especialista destaca também o valor de ferramentas práticas, como as “checklists” clínicas, para facilitar uma tomada de decisão mais estruturada, reproduzível e centrada no paciente em cenários cada vez mais complexos. “Tudo isso contribui para decisões mais precisas, compartilhadas e adaptadas a cada paciente”, acrescenta Vilaseca.

UM ACESSO ÁGIL E EQUITATIVO À INOVAÇÃO

Embora nos últimos anos estejamos vivendo uma verdadeira revolução terapêutica no câncer de próstata, com a incorporação de tratamentos direcionados, medicina de precisão e novas estratégias diagnósticas que melhoraram o prognóstico de muitos pacientes, um dos principais desafios continua sendo garantir um acesso ágil e equitativo a essas inovações, conforme explica Estefanía Linares, do Serviço de Urologia do Hospital Universitário La Paz.

"O processo de acesso aos medicamentos é complexo e requer várias etapas: desde a aprovação regulatória europeia até a avaliação nacional, o financiamento e, finalmente, a incorporação efetiva nos hospitais. Às vezes, existem diferenças regionais ou prazos de implementação variáveis que podem gerar desigualdades no acesso”, destaca a especialista.

Além disso, prossegue ela, a crescente complexidade da medicina personalizada obriga a integrar não apenas critérios clínicos, mas também técnicas de imagem, biomarcadores, sustentabilidade do sistema e avaliação de resultados na vida real. “O grande desafio do sistema de saúde é encontrar um equilíbrio entre a rapidez de acesso e a disponibilidade equitativa, sempre colocando o paciente no centro da tomada de decisões”, observou.

Por sua vez, a diretora-geral da Astellas na Espanha, Sandra Cifuentes, destacou a importância de criar espaços de formação e colaboração que permitam acompanhar os profissionais de saúde em um ambiente em constante evolução.

“O câncer de próstata está passando por avanços muito relevantes tanto na inovação terapêutica quanto na medicina de precisão, e é fundamental que esse conhecimento possa ser transferido de forma ágil para a prática clínica diária”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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