Publicado 25/03/2026 10:55

Uma nova missão da Frota Global Summud partirá no dia 12 de abril de Barcelona com destino a Gaza

A Open Arms exige que o governo permita que seu navio navegue nesta missão sem restrições

O coordenador da Global Summud Flotilla, Saif Abukeshek, a integrante da organização na Catalunha, Ariadna Masmitjà, e o chefe de operações da Open Arms, Gerard Canals, durante uma coletiva de imprensa da Global Summud Flotilla para apresentar a
David Zorrakino - Europa Press

BARCELONA, 25 mar. (EUROPA PRESS) -

Uma nova missão da Global Summud Flotilla partirá no próximo dia 12 de abril do Porto de Barcelona com destino a Gaza, e a ela se juntarão navios de outros portos do Mediterrâneo até formar uma frota de cerca de 100 embarcações e mais de 2.000 tripulantes.

Foi o que explicaram nesta quarta-feira em coletiva de imprensa no Parlamento o coordenador da Global Summud Flotilla, Saif Abukeshek; a integrante da organização na Catalunha, Ariadna Masmitjà; e o chefe de operações da Open Arms, Gerard Canals.

Abukeshek detalhou que haverá quase 1.000 médicos a bordo, bem como educadores e ecoconstrutores, com o objetivo de impulsionar uma resposta da sociedade civil em nível internacional, com participantes de diferentes países do mundo, “em defesa dos direitos humanos, em defesa do povo palestino” e do futuro coletivo.

Além da missão marítima, no dia 10 de abril partirá um comboio por via terrestre da Mauritânia, também com destino a Gaza, para levar ajuda humanitária.

PARLAMENTARES E FIGURAS CONHECIDAS

Abukeshek garantiu que a missão anterior lhes permitiu aprender como agir no mar e observar a “incapacidade do exército sionista” de Israel, e ressaltou que sua determinação é ainda mais forte diante de possíveis detenções, como ocorreu na ocasião anterior.

Ele também explicou que a frota contará com representantes de toda a sociedade civil, entre os quais parlamentares e figuras conhecidas, cujos nomes serão divulgados nos próximos dias.

O NAVIO DA OPEN ARMS

Além disso, Gerard Canals exigiu do Governo central, especificamente da Direção Geral da Marinha Mercante, que permita ao navio da Open Arms navegar sem restrições nesta missão, e lembrou que, em outras ocasiões, sua navegação foi impedida ou limitada.

A intenção da Open Arms é estar presente na missão para “proteger, observar, testemunhar e, acima de tudo, documentar, porque sem transparência não há responsabilidade”, após o que Canals acrescentou que não buscam substituir ninguém, mas não aceitam a inércia nem a normalização do sofrimento, pelo que apelou para que se imponham limites à destruição indiscriminada em Gaza.

Ele detalhou que sua organização fornecerá apoio técnico, com mecânicos a bordo para realizar reparos nos barcos, além de oferecer capacidade de reboque para várias embarcações e assistência médica, caso seja necessário.

MOBILIZAÇÃO LOCAL

Por sua vez, Ariadna Masmitjà afirmou que o que está ocorrendo em Gaza tem um impacto direto no âmbito local e criticou as cumplicidades por parte do setor bancário, das empresas que fabricam armas e dos governos que aumentam o orçamento militar: “Estão financiando a indústria militar ao mesmo tempo em que especulam com o mercado imobiliário”.

Ela também criticou “empresas como a ICL, que fornece fósforo branco para as bombas sionistas que estão cometendo genocídio contra Gaza, ao mesmo tempo em que estão poluindo” os rios da Catalunha.

Ele destacou que a Flotilha é uma resposta da sociedade civil que “se recusa a ser cúmplice por omissão de tudo o que está acontecendo” e convocou a participação dos cidadãos da Catalunha nos dias 11 e 12 de abril, quando serão realizados eventos antes da partida da flotilha.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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