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Recomenda hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada e dormir bem MADRID 20 fev. (EUROPA PRESS) - A especialista em neurologia do Hospital Quirónsalud San José, Lucía Vidorreta, alertou que cuidar do cérebro não depende de suplementos ou exercícios milagrosos, mas sim de hábitos diários, como dormir bem, manter uma alimentação equilibrada e estimular a mente.
“A ciência nos mostra que o cérebro é cuidado com hábitos, não com modismos, que pequenas mudanças sustentadas ao longo do tempo têm grande impacto e que nunca é tarde para começar a cuidar do seu cérebro. O cérebro muda ao longo da vida, e isso é uma boa notícia. Hábitos saudáveis, estimulação cognitiva e exames preventivos com neurologia ajudam a preservá-lo”, destacou Vidorreta. Neste contexto, a especialista enumerou os principais cuidados que ajudam a preservar a função cognitiva: dormir bem, praticar exercício físico regularmente, aprender coisas novas, interagir socialmente ou cuidar da alimentação são hábitos saudáveis para o cérebro validados pela ciência.
Assim, ela aprofundou que dormir bem é essencial para a saúde cerebral, pois durante o sono as memórias são consolidadas, os resíduos metabólicos são eliminados e a função emocional é regulada. “Existem estudos que concluem que dormir pouco e mal de forma crônica está associado a uma pior memória e a um maior risco neurológico”, apontou Vidorreta.
Da mesma forma, a atividade física regular melhora o fluxo sanguíneo cerebral, estimula a neurogênese e reduz o risco de deterioração cognitiva e demência. “Estudos populacionais demonstram que o exercício é um dos fatores neuroprotetores mais potentes conhecidos. Na verdade, caminhar em um bom ritmo já traz benefícios”, destacou a especialista.
A neurologista também recomenda a estimulação cognitiva, pois aprender coisas novas mantém o cérebro ativo. Assim, ela ressalta que o cérebro se fortalece com o aprendizado desafiador, como idiomas, música, novas habilidades ou mudanças na rotina. As relações sociais também protegem o cérebro. Nesse sentido, a interação social ativa múltiplas redes cerebrais e reduz o estresse. A solidão, por outro lado, está associada a um maior risco de deterioração cognitiva, de acordo com alguns estudos. Por sua vez, a especialista indica que a alimentação é importante, mas adverte que não existem alimentos mágicos: “Mas existem padrões saudáveis, como uma dieta variada, com muitas frutas, vegetais e peixes, evitando alimentos ultraprocessados e doces em excesso. Os suplementos só são úteis se houver déficits comprovados”. “A ciência não apoia a ingestão de comprimidos ‘para a memória’ sem indicação médica, a prática de jogos isolados sem mudanças no estilo de vida ou a adoção de soluções rápidas sem constância”, concluiu a especialista.
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