Publicado 04/11/2026 14:21

Uma maquete em tamanho real da Voyager 1 chega a Madri como antecipação do 50º aniversário de seu lançamento

Uma maquete em tamanho real da Voyager 1 chega a Condeduque como antecipação do 50º aniversário de seu lançamento
AYUNTAMIENTO DE MADRID

MADRID 4 nov. (EUROPA PRESS) -

O espaço cultural Contemporánea Condeduque, em Madri, exibe até o próximo dia 18 de novembro uma maquete em tamanho real da sonda espacial Voyager 1, uma reprodução realizada pela Aula de Astronomia de Armilla (Granada) para homenagear uma das missões mais importantes da história da exploração espacial e comemorar o 50º aniversário de seu lançamento.

Foi o que informou a Prefeitura em um comunicado após a visita da secretária de Cultura, Turismo e Esporte, Marta Rivera de la Cruz, que destacou que a exposição “nos lembra que a curiosidade e o conhecimento não têm fronteiras”.

Além disso, a secretária defendeu que levar essa réplica aos madrilenhos permite “despertar vocações, compartilhar conhecimento e demonstrar que a cultura e a ciência são duas formas complementares de compreender o mundo e nosso lugar no universo”.

A exposição, promovida pela Contemporánea Condeduque, subordinada à Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte, serve também como prelúdio ao festival ‘A um dia-luz. Ciência e música para a sonda Voyager 1”, previsto para 18 de novembro e que incluirá encontros de divulgação científica e dois concertos.

A data do festival coincide com o momento em que a sonda estará a um dia-luz da Terra, uma distância equivalente à percorrida pela luz em 24 horas e que gira em torno de 25,9 bilhões de quilômetros, aproximadamente quatro vezes a distância entre nosso planeta e Plutão.

UMA MISSÃO HISTÓRICA QUE CONTINUA ENVIANDO INFORMAÇÕES

A Voyager 1 foi lançada pela NASA em 1977 com o objetivo de explorar os planetas exteriores do Sistema Solar e, posteriormente, adentrar o espaço interestelar além da heliosfera solar.

Entre seus marcos mais conhecidos estão a fotografia da Terra como um pequeno “ponto azul pálido”, capturada em 1990, bem como sua entrada no espaço interestelar em 2012, após atravessar a heliopausa. Esse acontecimento a tornou o primeiro objeto fabricado pelo ser humano a alcançar essa região do espaço. A sonda também transporta um disco de ouro concebido como uma mensagem para possíveis civilizações extraterrestres.

O programa Voyager, que também inclui a sonda Voyager 2, permitiu obter imagens inéditas dos planetas gigantes do Sistema Solar e de seus satélites, transformando o conhecimento científico sobre esses corpos celestes. Quase cinco décadas após seu lançamento, ambas as missões continuam fornecendo informações a partir de regiões remotas do espaço.

CINCO ANOS DE TRABALHO E MATERIAIS RECICLADOS

A réplica exposta em Condeduque foi construída pela Sala de Astronomia de Armilla, em Granada, como homenagem ao programa espacial da NASA.

Trata-se de uma maquete em tamanho real elaborada ao longo de cinco anos com o uso de materiais reciclados, entre eles madeira, plástico, papelão, PVC e polipropileno.

De acordo com as informações fornecidas pela Prefeitura, existe apenas uma outra réplica com essas características no National Air and Space Museum, em Washington, D.C. O Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA também construiu uma maquete da sonda, que foi exibida pela última vez em 2018.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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