Publicado 31/08/2026 13:53

Uma ginecologista defende que a gravidez “não deve ser encarada como uma doença” e incentiva a manutenção de uma vida ativa

Archivo - Arquivo - A ginecologista da Clínica Montpellier HLA, Alicia Álvarez
HLA CLÍNICA MONTPELLIER - Arquivo

MADRID 31 ago. (EUROPA PRESS) -

A ginecologista da Clínica HLA Montpellier, Dra. Alicia Álvarez, defendeu que a gravidez “não deve ser vivida como uma doença” e destacou a importância de manter uma vida ativa durante a gestação, quando não há complicações, sempre seguindo recomendações médicas individualizadas para cada paciente.

“Em uma gravidez sem complicações, manter uma vida ativa e praticar exercícios físicos adaptados costuma ser benéfico”, explicou Álvarez por ocasião do Dia Internacional da Obstetrícia, comemorado todo dia 31 de agosto.

Por outro lado, um dos grandes avanços da obstetrícia nos últimos anos, segundo a especialista, é a evolução do diagnóstico pré-natal. As melhorias na ultrassonografia obstétrica, nas técnicas de triagem e diagnóstico pré-natal e na capacidade de identificar determinadas complicações de forma cada vez mais precoce permitem um acompanhamento mais preciso e uma intervenção mais rápida quando necessário.

No entanto, Álvarez ressalta que o progresso não pode ser medido apenas em termos tecnológicos, pois “também houve uma evolução em direção a um modelo de atendimento mais personalizado, no qual são levadas em conta as características, necessidades e preferências de cada mulher”.

Essa personalização começa, em sua opinião, ainda antes da gravidez. Uma consulta pré-concepcional permite analisar o histórico médico, a medicação, os hábitos de vida e as vacinas, além de otimizar os aspectos que possam influenciar a gestação. Uma vez iniciada a gravidez, os exames de acompanhamento são adaptados a cada trimestre e permitem monitorar tanto a saúde materna quanto o crescimento e o desenvolvimento fetal.

Em seguida, Álvarez destacou uma dimensão que considera essencial: a emocional. “Muitas vezes, as pacientes não precisam apenas que lhes digamos que está tudo bem; elas precisam entender o que estamos fazendo, por que fazemos isso e saber que, além disso, podem tirar todas as suas dúvidas”, observou.

Justamente, manter esse equilíbrio entre inovação e humanidade é um dos grandes desafios que a obstetrícia atual enfrenta, segundo a ginecologista. “O desafio está em utilizar os avanços tecnológicos de maneira adequada, evitando tanto a medicalização desnecessária quanto a realização de exames que não tragam um benefício real para a paciente”, acrescentou.

O ATENDIMENTO GINECOLÓGICO NÃO DEVE SE LIMITAR À GRAVIDEZ

Por fim, a especialista enfatiza que o atendimento ginecológico não deve se limitar à gravidez. Os exames de rotina devem ser personalizados de acordo com a idade, o histórico e as circunstâncias de cada mulher, com atenção especial aos programas de rastreamento do câncer do colo do útero e a sintomas como sangramentos anormais, dor pélvica persistente ou alterações significativas no ciclo menstrual.

Nesse sentido, Álvarez entende o exame ginecológico como “uma ferramenta de prevenção e cuidado com a saúde da mulher ao longo de toda a sua vida”, e não apenas como uma consulta à qual se deve recorrer quando surge um problema.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado