NSF/AUI/NSF NRAO/B.SAXTON.
MADRID, 8 ago. (EUROPA PRESS) -
Os astrônomos descobriram uma galáxia em rotação notavelmente aglomerada que existia apenas 900 milhões de anos após o Big Bang, lançando uma nova luz sobre a evolução das galáxias no universo primitivo.
Chamada de "Cosmic Grapes" (uvas cósmicas), a galáxia parece ser composta de pelo menos 15 aglomerados maciços de formação de estrelas, muito mais do que os modelos teóricos atuais preveem que poderia existir em um único disco rotativo naquela época inicial.
A descoberta, publicada na Nature Astronomy, foi possível graças a uma extraordinária combinação de observações do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) e do James Webb Space Telescope (JWST), todas focadas em uma única galáxia que acabou sendo perfeitamente ampliada por um aglomerado de galáxias em primeiro plano por meio de lentes gravitacionais. No total, mais de 100 horas de telescópio foram dedicadas a esse sistema, tornando-o uma das galáxias mais estudadas no universo primitivo, informa o National Radio Astronomy Obsevratory (NRAO) em um comunicado.
Embora a galáxia tenha aparecido como um objeto único, liso e em forma de disco em imagens anteriores do Hubble, a poderosa resolução do ALMA e do JWST, reforçada por lentes gravitacionais, revelou uma imagem radicalmente diferente: uma galáxia em rotação repleta de aglomerados maciços, semelhante a um cacho de uvas. Essa descoberta marca a primeira vez que os astrônomos associaram estruturas internas de pequena escala com rotação em grande escala em uma galáxia típica na aurora cósmica, alcançando resoluções espaciais tão baixas quanto 10 parsecs (cerca de 30 anos-luz).
REPRESENTA UMA POPULAÇÃO MAIOR
Essa galáxia não representa um sistema raro ou extremo. Ela se encontra diretamente na "sequência principal" de galáxias em termos de atividade de formação de estrelas, massa, tamanho e composição química, o que significa que provavelmente representa uma população maior. Se assim for, muitas outras galáxias aparentemente lisas observadas pelas instalações atuais podem, na verdade, ser compostas de subestruturas invisíveis semelhantes, ocultas pelas limitações da resolução atual.
Como as simulações existentes não conseguem reproduzir um número tão grande de aglomerados em galáxias rotativas em épocas iniciais, essa descoberta levanta questões importantes sobre como as galáxias se formam e evoluem. Ela sugere que nossa compreensão dos processos de feedback e da formação de estruturas em galáxias jovens pode exigir uma revisão significativa.
As Cosmic Grapes oferecem agora uma janela única para o nascimento e o crescimento das galáxias, e podem ser apenas a primeira de muitas. Observações futuras serão fundamentais para revelar se essas estruturas irregulares eram comuns na juventude do universo.
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