Publicado 26/08/2026 07:33

Uma especialista desmente que seja necessário doar sangue em jejum ou que isso enfraqueça as defesas do organismo

Archivo - Arquivo - Jovem doando sangue
EUROPA PRESS - Arquivo

MADRID 26 ago. (EUROPA PRESS) -

A chefe do Serviço de Laboratório do Hospital Blua Sanitas Valdebebas, Beatriz Arenaz, explicou como se preparar para doar sangue e desmentiu que seja necessário comparecer em jejum ou que a doação possa enfraquecer o sistema imunológico.

Arenaz destacou que ainda existem dúvidas que levam muitas pessoas a descartar a possibilidade de doar antes mesmo de verificar se estão aptas a fazê-lo. O medo de ter tontura, a ideia de que é preciso comparecer em jejum ou a preocupação em se sentir fraco ainda estão presentes na população e impedem doações que, após uma avaliação médica, seriam realizadas com segurança.

“Muitas pessoas têm vontade de doar, mas desistem por causa de ideias que nem sempre correspondem à realidade. A doação começa antes da coleta, com um questionário e uma entrevista de saúde que ajudam a avaliar se a pessoa está apta a fazê-lo naquele dia. Esse filtro protege o doador e também o paciente que receberá o sangue”, ressaltou a especialista.

Segundo a chefe do Serviço de Laboratório do Hospital Blua Sanitas Valdebebas, essa avaliação prévia é especialmente importante porque os requisitos não devem ser interpretados de forma isolada. O estado geral de saúde, o descanso, a hidratação, sintomas recentes, determinados tratamentos ou algumas viagens influenciam a decisão final. Por isso, em caso de dúvida, o mais adequado é consultar diretamente no próprio local de doação.

Assim, ela ressalta que, em muitos casos, uma crença comum não implica uma exclusão real. O componente emocional também influencia a decisão de doar. Em algumas pessoas, a antecipação da picada ou de uma possível reação física gera mais tensão do que o próprio procedimento, o que as leva a desistir, mesmo que cumpram os requisitos de saúde.

“O medo de doar sangue ou da própria picada ativa uma resposta corporal imediata muito incômoda. A tensão aumenta, a respiração muda e a pessoa começa a ficar atenta a qualquer sensação, o que intensifica a tontura ou a sensação de perda de controle. Há toda uma série de recomendações para esses casos: avisar os profissionais antes de começar, fazer exercícios de respiração e relaxamento muscular, evitar olhar para a agulha, deitar-se (especialmente se já tiver havido uma reação anterior) e concentrar a atenção fora do braço ajuda a superar esse momento com mais segurança”, explica Jorge Buenavida, psicólogo da Blua de Sanitas.

OUTRAS CRENÇAS ERRADAS

Além disso, os especialistas apontam que existem outras crenças que podem desestimular a doação de sangue, como a ideia de que, após a doação, as pessoas permanecem fracas por vários dias. Nesse sentido, os especialistas indicam que, em pessoas saudáveis, a recuperação costuma ser progressiva e que, quando surgem incômodos, estes geralmente são leves e temporários. Permanecer alguns minutos em repouso, fazer o lanche recomendado e evitar esforços intensos nas horas seguintes pode ajudar a reduzir o risco de mal-estar.

Da mesma forma, explicam que a idade é um critério importante, mas não deve ser interpretada como motivo de exclusão automática em todos os casos. A possibilidade de doar depende da regulamentação aplicável, do estado de saúde, do histórico médico e da avaliação realizada pela equipe de saúde.

Por outro lado, os especialistas esclarecem que nem todos os tratamentos são incompatíveis com a doação. Enquanto alguns medicamentos podem exigir o adiamento da doação, outros não representam necessariamente um impedimento. Por isso, recomendam sempre informar a equipe de saúde sobre os medicamentos que estão sendo tomados, desde quando e por qual motivo, para que ela possa avaliar cada caso de forma individual e segura.

“Por trás de cada doação há duas responsabilidades: cuidar de quem doa e garantir a segurança de quem receberá o sangue. Por isso é tão importante comparecer com informações claras, responder com sinceridade ao questionário prévio e avisar se surgir qualquer mal-estar durante o processo. A doação não começa com a agulha, mas com uma avaliação bem feita”, conclui Beatriz Arenaz Amas, chefe do Serviço de Laboratório do Hospital Blua Sanitas Valdebebas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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