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MADRID 14 maio (EUROPA PRESS) -
Carolina Lázaro, enfermeira dermatológica do Hospital Universitário Rey Juan Carlos de Móstoles, em Madri, aconselhou lavar a pele "no máximo" duas vezes por dia, pois a higiene "excessiva" pode destruir a barreira da pele em vez de protegê-la.
"Temos que enfatizar que a lavagem excessiva, a limpeza excessiva não é boa. Você deve se lavar no máximo duas vezes por dia. Afinal de contas, uma das principais funções da pele é a barreira cutânea. Se fizermos uma limpeza exaustiva e limparmos demais, o que conseguimos é remover essa barreira da pele e temos que protegê-la", disse Lázaro durante um seminário na web organizado pelo Instituto Superior de Formación Sanitaria (ISFOS) do Consejo General de Enfermería, em colaboração com a CeraVe.
Nesse sentido, ele afirmou que é "tão prejudicial" pensar que basta lavar o rosto com água, como um excesso de higiene, e que, apesar de 18% da população lavar o rosto três ou mais vezes por dia, 43% só o fazem com água pela manhã e 26% antes de dormir, o que está relacionado ao fato de um terço não sentir a pele hidratada.
É por isso que ela recomenda não lavar o rosto mais de duas vezes por dia e que esse processo deve ser realizado tanto pela manhã quanto à noite, com ênfase no período noturno, porque "após a exposição a todos os fatores externos, é essencial remover a sujeira presente na pele".
"Especialmente no caso de mulheres ou homens que usam maquiagem, é necessário remover qualquer vestígio de maquiagem que possa permanecer na superfície da pele", acrescentou.
Lázaro ressaltou que, para o corpo, o importante é tomar banho em um curto período de tempo e usar sabonetes suaves e água morna, e desaconselhou o uso de esponjas, pois elas são um "terreno fértil" para os micro-organismos.
"Depois disso, elas devem ser secas com pequenos toques, sem esfregar a pele. Também é muito importante, e os pacientes não se dão conta disso, aplicar emolientes adequados ao tipo de pele ou ao tipo de patologia de cada paciente", acrescentou.
Por sua vez, a chefe de comunicação científica da CeraVe, Mercedes Abarquero, destacou que a água "não é suficiente", pois as substâncias solúveis em gordura não podem ser eliminadas apenas com água.
"A escolha do produto de higiene, com syndets de fácil enxágue, onde podem ser incluídos ativos dermocosméticos, com pH balanceado, pode ajudar a melhorar a aparência da pele. Portanto, não devemos banalizar essa etapa do tratamento", disse ela.
Com relação à higiene do paciente, uma tarefa na qual a enfermeira desempenha um papel "crucial", o dermatologista do Hospital Universitário San Rafael de Madri Truchuelo destacou que a limpeza e os cuidados com a pele não são os mesmos para todos os pacientes.
"Primeiro, é preciso analisar o tipo de pele de cada paciente, pois há diferentes tipos de pele e diferentes tipos de necessidades. Às vezes, até mesmo necessidades diferentes podem ser combinadas em um mesmo paciente. Além disso, essas necessidades podem mudar, tanto ao longo da vida quanto dependendo das estações do ano, da idade ou do estado metabólico em que se encontram", explicou Truchuelo.
Depois disso, ele lembrou que as patologias mais comuns em nível facial são pele oleosa, pele com acne, pele seca, pele sensível ou pele com rosácea e pele fotoenvelhecida, enquanto em nível corporal há pele oleosa, pele com psoríase ou dermatite atópica.
"No caso da pele sensível, reativa e com rosácea, é preciso ter mais cuidado com a higiene, pois a limpeza deficiente pode piorar muito a patologia, que já é uma pele propensa a irritações. A limpeza, por definição, pode ser uma atividade que pode irritar ainda mais, especialmente se não a fizermos bem, ou se a fizermos com ingredientes ativos que não são indicados", enfatizou.
Por todas essas razões, ela enfatizou a importância de adaptar os produtos de limpeza de acordo com o tipo de pele e pediu que levássemos em conta a hidratação das peles que precisam dela, bem como o uso de fotoprotetores de acordo com a patologia.
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