Publicado 22/07/2026 06:22

Uma análise de sangue permite estimar o risco de Alzheimer em pessoas saudáveis até uma década antes, segundo um estudo

Uma análise de sangue permite estimar o risco de Alzheimer em pessoas saudáveis até uma década antes, segundo um estudo
FUNDACIÓN CIEN

MADRID 22 jul. (EUROPA PRESS) -

Um estudo realizado por uma equipe de especialistas do Centro de Pesquisa em Doenças Neurológicas (Fundação CIEN) e da Fundação Rainha Sofia constatou que um exame de sangue permite estimar o risco de desenvolver sintomas clínicos de Alzheimer em pessoas saudáveis com até uma década de antecedência.

Este trabalho, publicado na revista “Alzheimer’s & Dementia”, publicação oficial da Associação de Alzheimer dos Estados Unidos, e liderado pelo coordenador da Plataforma de Neuroimagem, o Dr. Jesús Silva Rodríguez, demonstrou, dessa forma, que a determinação no sangue do novo biomarcador “%p-tau217” permite prever essa probabilidade a longo prazo em idosos sem comprometimento cognitivo.

O ponto principal desta pesquisa “reside no alto valor preditivo negativo dos biomarcadores plasmáticos”, afirmou esse especialista, acrescentando que um resultado negativo “permite garantir, com mais de 90% de confiabilidade, que a pessoa não desenvolverá sintomas clínicos durante a próxima década, o que permitirá concentrar os recursos e o acompanhamento naqueles que realmente estão em risco”.

Para chegar a essa conclusão, este estudo incluiu quase 1.000 pessoas sem comprometimento cognitivo recrutadas na região de Madri, as quais foram avaliadas anualmente no Centro de Alzheimer da Fundação Reina Sofía ao longo de um período de até 12 anos. “Os resultados representam um avanço importante para a incorporação de biomarcadores sanguíneos na prática clínica, ao oferecer uma ferramenta minimamente invasiva para identificar precocemente as pessoas com maior risco de desenvolver a doença”, explicaram os autores.

BIOMARCADORES

Essa descoberta “marca uma mudança importante”, pois os biomarcadores sanguíneos “já não nos ajudam apenas a detectar a biologia da doença de Alzheimer, mas também a estimar o risco de evolução clínica a longo prazo em pessoas sem sintomas”, afirmou, por sua vez, o diretor científico da Fundação CIEN e autor sênior deste trabalho, o Dr. Pascual Sánchez-Juan.

Na opinião deste último, a utilidade dessa pesquisa, “por enquanto, não consiste tanto em prever de forma determinista quem desenvolverá a doença, mas em identificar com grande confiabilidade a maioria das pessoas com risco muito baixo e selecionar melhor aquelas que podem se beneficiar de um acompanhamento mais rigoroso ou participar de estudos de prevenção”.

Por fim, os especialistas, que afirmaram que esses resultados “representam um passo decisivo rumo a uma detecção mais precoce, acessível e minimamente invasiva da doença de Alzheimer”, concluíram afirmando que “a possibilidade de identificar as pessoas com maior risco por meio de uma simples análise de sangue facilitará o desenvolvimento de estratégias de prevenção, a seleção de participantes para ensaios clínicos e a aplicação precoce de tratamentos modificadores da doença quando estes puderem oferecer o maior benefício”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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