Publicado 01/04/2026 15:02

Uma análise em grande escala revela inovações "revolucionárias" na história da pesquisa

Archivo - Arquivo - Um homem trabalha observando através de um microscópio no prédio de Controle de Qualidade do Laboratório do Centro Militar de Farmácia da Defesa, na base logística de San Pedro, centro no qual modificaram sua forma de trabalhar, concen
Óscar J.Barroso - Europa Press - Arquivo

MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -

A história da ciência e da tecnologia é marcada por grandes avanços e, agora, uma equipe de pesquisa que inclui professores da Universidade de Binghamton e da Universidade Estadual de Nova York (Estados Unidos) desenvolveu um método para ajudar a identificar as descobertas que mudaram o rumo da ciência.

Assim, em um estudo publicado na revista “Science Advances”, analisa-se o panorama da inovação para identificar estudos e patentes disruptivas que desafiam os paradigmas existentes e inspiram novas pesquisas.

Essa metodologia foi desenvolvida por uma equipe que inclui Sadamori Kojaku, professor assistente de ciências de sistemas e engenharia industrial na Universidade de Binghamton, juntamente com seus colegas Munjung Kim e Yong-Yeol Ahn, da Universidade da Virgínia (Estados Unidos).

O progresso científico costuma ser marcado por grandes avanços, mas determinar quais descobertas são verdadeiramente revolucionárias é uma tarefa monumental. Um trabalho disruptivo torna obsoleta a pesquisa anterior, deixando sua marca na forma como é citado em publicações posteriores.

No entanto, a métrica mais utilizada concentra-se apenas nas citações mais recentes de um artigo, sem levar em conta o panorama geral. Essa visão limitada torna-a particularmente pouco confiável para descobertas simultâneas, nas quais o panorama geral é crucial.

“A ciência não evolui de forma gradual, mas, às vezes, observamos mudanças abruptas. Os pesquisadores estão interessados em saber exatamente quando e por que essa ruptura ocorre”, esclarece Kojaku.

Por meio de uma técnica de aprendizado de máquina conhecida como embedding neural, os pesquisadores criaram um mapa de aproximadamente 55 milhões de artigos científicos e patentes. Cada artigo é representado por dois pontos: um que reflete a pesquisa na qual se baseia e outro que reflete a pesquisa que o inspirou.

Quando um artigo é realmente inovador, esses dois pontos estão muito distantes, o que significa que ele reorientou a pesquisa futura, afastando-a dos estudos anteriores.

O sistema pode identificar avanços importantes, como artigos premiados com o Prêmio Nobel, mas, ao contrário de outros índices de ruptura, é sensível a contextos mais amplos e consegue identificar melhor as “descobertas simultâneas”.

Um bom exemplo de uma descoberta simultânea é o desenvolvimento da teoria da evolução por Charles Darwin e Alfred Russel Wallace, ou o desenvolvimento do cálculo diferencial por Isaac Newton e Gottfried Wilhelm Leibniz.

Saber quando ocorrem os grandes avanços pode nos ajudar a compreender melhor as condições que dão origem a momentos disruptivos e impulsionar novas descobertas científicas.

“Ao contarmos com métricas mais precisas, podemos investigar onde ocorre a disrupção no panorama científico”, informa Kojaku. “Isso pode ter implicações significativas para a política científica. Também é útil para priorizar o financiamento. Agora dispomos de métricas quantitativas para investigar em que estágio da pesquisa ela ocorre e qual é o mais relevante”.

Após analisar o impacto dos artigos de pesquisa, os pesquisadores estão considerando a possibilidade de realizar um artigo de acompanhamento focado especificamente em rastrear a trajetória de pesquisadores individuais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado