Publicado 26/06/2026 06:06

Uma alteração profunda no ecossistema intestinal, no cólon, favorece o reaparecimento da SIBO

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MADRID 26 jun. (EUROPA PRESS) -

Uma alteração profunda no ecossistema intestinal, no cólon, favorece o reaparecimento da SIBO após o término do tratamento, afirma a chefe da Unidade de Microbiota da Neogenia, a doutora Mar Sánchez Somolinos, que destaca que, em muitos casos, o problema não se resume apenas à presença de um excesso de bactérias no intestino delgado.

Os pacientes com SIBO (supercrescimento bacteriano no intestino delgado) compartilham a mesma experiência: após concluir o tratamento, os gases, o inchaço abdominal, a dor digestiva ou as alterações no trânsito intestinal melhoram temporariamente, mas reaparecem meses depois.

Está ficando cada vez mais claro que o estado da microbiota pode estar por trás desse problema. Estudos recentes revelam que a SIBO e outros distúrbios digestivos funcionais, como a síndrome do intestino irritável (SII), compartilham alterações na microbiota intestinal, mudanças na motilidade digestiva, fenômenos inflamatórios de baixo grau e alterações no eixo intestino-cérebro.

Quando a microbiota perde diversidade e equilíbrio — o que é conhecido como disbiose intestinal —, podem surgir sintomas como inchaço, gases, diarreia, constipação ou dor abdominal. Pacientes com SIBO e SII apresentam uma redução das bactérias consideradas benéficas, especialmente dos gêneros Bifidobacterium e Lactobacillus, juntamente com um aumento de microrganismos patogênicos capazes de produzir fermentação excessiva e maior produção de gases.

“A cada dia sabemos mais sobre o papel que a microbiota desempenha nessas doenças. Não importa apenas quais microrganismos estão ou não presentes, mas também as substâncias que eles produzem e como influenciam a inflamação, a permeabilidade intestinal ou a motilidade digestiva”, destaca a especialista.

POR QUE OS SINTOMAS VOLTAM

Um dos fatores envolvidos seria o fato de que o tratamento com antibióticos, embora possa ser necessário para reduzir a supercrescimento bacteriano, nem sempre corrige as alterações que favoreceram seu aparecimento. A rifaximina continua sendo um dos tratamentos mais utilizados em determinados tipos de SIBO, mas há cada vez mais consenso de que ela deve ser integrada a uma estratégia mais ampla.

Entre as ferramentas terapêuticas com maior respaldo científico, destaca-se a dieta baixa em FODMAP, que consiste em reduzir temporariamente determinados carboidratos fermentáveis responsáveis pelo aumento da produção de gases e da distensão abdominal. No entanto, os especialistas lembram que essa estratégia deve ser sempre temporária e supervisionada por profissionais.

“A dieta com baixo teor de FODMAP pode ser muito útil para controlar os sintomas, mas manter restrições prolongadas sem supervisão pode reduzir algumas bactérias benéficas da microbiota. O objetivo final deve ser recuperar a maior diversidade alimentar possível”, explica Sánchez Somolinos.

Também podem influenciar alterações na motilidade intestinal, especialmente no chamado complexo motor migratório, um mecanismo fisiológico responsável por “limpar” o intestino delgado entre as refeições e evitar o acúmulo excessivo de microrganismos. A isso somam-se outros fatores, como o estresse crônico, certas doenças metabólicas, o sedentarismo, a falta de sono ou uma alimentação inadequada, todos relacionados a alterações na microbiota intestinal.

Juntamente com a alimentação, os probióticos estão assumindo um papel cada vez mais relevante na abordagem integral da SIBO. “Os probióticos não substituem o tratamento médico quando necessário, mas podem ajudar a restaurar o equilíbrio da microbiota, fortalecer a barreira intestinal e contribuir para diminuir o risco de recaídas em determinados pacientes”, adverte a especialista.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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