Publicado 11/06/2026 13:43

Uma alimentação de melhor qualidade está associada a um menor risco de morte em casos de doença renal crônica

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MADRID 11 jun. (EUROPA PRESS) -

Seguir um padrão alimentar de melhor qualidade está associado a um menor risco de morte em pessoas com doença renal crônica (DRC), conforme concluiu um estudo liderado por pesquisadoras da Universidade Autônoma de Madri (UAM), que enfatizam a importância que a dieta pode ter na sobrevivência dos pacientes.

O trabalho, publicado na revista “The American Journal of Clinical Nutrition”, analisou, durante uma média de 11,4 anos, 4.102 adultos entre 40 e 70 anos com doença renal crônica, provenientes da coorte britânica “UK Biobank”. Durante o período do estudo, 17% dos participantes faleceram.

De acordo com os resultados, as pessoas com maior adesão à dieta mediterrânea, à dieta DASH (sigla em inglês para Abordagens Dietéticas para Parar a Hipertensão) e ao Índice Alternativo de Alimentação Saudável 2010 apresentaram um risco de mortalidade 27%, 32% e 23% menos risco de mortalidade, respectivamente, em comparação com aqueles que seguiam esses padrões alimentares em menor grau.

No outro extremo, uma maior adesão a uma dieta com maior potencial inflamatório foi associada a um risco 30% maior de morte.

Embora as diretrizes clínicas atuais destaquem a importância da alimentação no manejo dessa doença, as evidências sobre a influência da qualidade global da dieta na sobrevida de pacientes europeus continuam sendo limitadas. Por isso, a equipe decidiu preencher essa lacuna de conhecimento.

“Os resultados que obtivemos trazem novas evidências sobre o papel da qualidade geral da dieta em pessoas com doença renal crônica para diminuir o risco de mortalidade”, assinalou a Dra. Mercedes Sotos Prieto, professora titular da UAM, professora assistente adjunta na Universidade de Harvard e pesquisadora principal do projeto.

ALIMENTOS BENÉFICOS

O estudo identificou alimentos específicos associados a uma menor mortalidade. Um maior consumo de frutas secas, legumes, cereais integrais e laticínios com baixo teor de gordura, juntamente com uma menor ingestão de sódio (sal), gorduras saturadas e gorduras trans, foi associado de forma independente a um menor risco de morte.

Em conjunto, as descobertas indicam que não importam apenas os nutrientes isolados, mas também a qualidade geral da alimentação e a combinação de alimentos que compõem a dieta habitual.

Para as autoras, os resultados obtidos reforçam a ideia de que melhorar a qualidade da dieta pode ser uma ferramenta complementar aos tratamentos médicos habituais em pessoas com doença renal crônica.

Nessa linha, elas apontaram que, no futuro, essas descobertas poderiam contribuir para atualizar as recomendações alimentares destinadas a pessoas com doença renal crônica e para a elaboração de programas de prevenção e cuidados voltados para melhorar sua saúde e qualidade de vida.

A doença renal crônica, cada vez mais frequente, ocorre quando os rins perdem progressivamente sua capacidade de filtrar o sangue e eliminar resíduos. Em seus estágios mais avançados, pode exigir tratamentos como diálise ou transplante. Além disso, muitos pacientes também apresentam hipertensão, diabetes ou doenças cardiovasculares, o que aumenta o risco de complicações e mortalidade.

A pesquisa contou com a participação da área de Epidemiologia e Saúde Pública do Centro de Investigação Biomédica em Rede (CIBERESP), do IMDEA Nutrição, do Karolinska Institutet (Suécia) e da Universidade de Harvard (Estados Unidos).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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